O Evangelho segundo São João

Como vimos anteriormente, os três primeiros evangelhos são chamados de sinópticos, porém o evangelho de João não se enquadra nessa classificação.
A primeira diferença entre João e os sinópticos está na forma como Jesus é apresentado. Neste, Ele é apresentado desde o começo como “o cordeiro de Deus”, sua divindade é atestada desde o sempre, enquanto nos outros, existe uma gradação da revelação divina de Jesus para com o povo.
Outro ponto único de João é que ele foi endereçado a todo o mundo e não a determinado povo, em determinada região.
Cerca de 92% do conteúdo de João é único, contudo, suas narrativas coincidem com o contexto apresentado nos outros evangelhos.
João tem por objetivo encorajar a fé e revelar toda a divindade de Cristo, apresentando a salvação a todo o que crê.
O autor é reconhecido como um autêntico judeu, profundamente religioso e conhecedor das tradições e ansiedades do seu povo, que ao encontrar Jesus o reconheceu indubitavelmente como o Messias esperado. João era conhecido por ser o “discípulo” amado. Aquele que se reclinava ao ombro de Jesus na ceia e aquele a quem Jesus deu a incumbência de cuidar de Maria, sua mãe. Tendo escrito este livro cerca de 30 anos depois dos outros evangelhos.
Este evangelho, não é uma narrativa bibliográfica sobre Jesus, ele basicamente é uma transcriação dos ensinos do mestre e seu escritor não tem vergonha nenhuma de acrescentar aos ensinos de Jesus o quanto eles o afetaram, sendo em alguns casos, difícil de separar o que é um discurso de Jesus, do que é o sentimento de João sobre isso.
João tem a preocupação de frisar os locais onde aconteceram os fatos e diferentemente dos sinópticos, que narram o ministério de Jesus na região da Galileia, João tem seu enfoque maior em Jerusalém, correlacionando o ministérios de Jesus com as grandes festas judaicas. Esta correlação, assim como o simbolismo, as referências ao Antigo Testamento e as referências a cultura humana, transformam este livro em uma fantástica obra literária, que de uma forma intimista, nos faz sentir mais próximos a Deus, que se fez carne na pessoa de seu filho, para nos salvar e nos ensinar a viver segundo sua palavra.

Os evangelhos sinópticos

Os livros de Mateus, Marcos e Lucas são chamados de evangelhos sinópticos. Para compreender o que isso representa, temos que entender o que significa evangelho e o que significa sinóptico.

Evangelho, segundo sua origem grega, significa “boas notícias”. Desta feita, podemos compreender que a vida de Jesus é a principal boa notícia para a fé cristã.

Para o termo sinóptico, segue a definição do dicionário:

si·nóp·ti·co
(grego sunoptikós, -ê, -ón)
adjetivo
1. Relativo a sinopse.
2. Que permite analisar de vez o conjunto de uma ciência ou doutrina.
3. Que apresenta um resumo ou uma síntese (ex.: quadro sinóptico). = RESUMIDO

Analisando os evangelhos chamados sinópticos, podemos concluir que este adjetivo é atribuído a eles por dois motivos:

1º – Individualmente, são livros sintetizados (resumidos) que contam a história de Jesus;
2º – Coletivamente, são livros que usam de paralelismo e semelhança para que uma história seja contada por pontos de vista diferentes.

Estes três evangelhos foram escritos no período entre 60 d.C. e 95 d.C, sendo Marcos o primeiro a ser escrito e Lucas não sendo possível definir com exatidão sua data.

No Evangelho segundo são Mateus, Jesus é apresentado como “o Messias”, o grande intérprete das escrituras, aquele em quem se cumpriam todas as profecias messiânicas. Seu autor era um dos 12 e, devido a sua proximidade com Cristo, acredita-se que tenha escrito este evangelho com o intuito de instruir aos novos convertidos acerca de Jesus Cristo, sendo por isso chamado de “o Evangelho da Igreja”.

O Evangelho segundo são Marcos provavelmente foi escrito fora da palestina, com o intuito de instruir aos gentios sobre a salvação encontrada em Cristo. Seu autor, era discípulo de Pedro, por isto este evangelho apresenta características narrativas muito próximas as encontradas nos discursos de Pedro. Neste evangelho, Jesus é apresentado como Senhor e Salvador, mas seu ministério é apresentado de forma gradativa, apresentando a cada oportunidade, uma faceta da onipotência de Jesus.

O Evangelho segundo são Lucas apresenta Jesus como o “Filho do Altíssimo” apresentando todas as evidências históricas e detalhes sobre o contexto em que se comprovava a veracidade da natureza divina de Cristo. Seu autor era um conhecido médico e historiador que devido a seu grau de instrução, redigiu o evangelho mais técnico dos quatro. Por Lucas ser companheiro de Paulo em suas viagens, não é possível definir exatamente em qual lugar este livro foi escrito, mas devido ao destinatário do mesmo ser conhecido, podemos concluir que este livro foi escrito para cristãos não judeus.

Louvor e adoração – O que é música?

O que é música?

Tecnicamente, podemos dizer que a música é a sucessão de sons e silêncios, de forma limitada e ordenada criando padrões organizacionais chamados de melodia, harmonia e ritmo de forma a transmitir ideias e sensações.

Não se sabe quando a humanidade iniciou a utilizar este recurso, contudo acredita-se que a música seja anterior a própria fala, sendo utilizada para comunicação entre os povos mais primitivos.

Quem inventou a música?

A música foi inventada por Deus e foi um dos atributos passados ao ser humano no momento em que fomos criados a imagem e semelhança dEle.

A música é uma forma de expressão

O principal objetivo da música é transmitir uma ideia e nenhum outro método de transmissão de pensamento funciona tão bem quanto. Mesmo uma música instrumental, tem a capacidade de fazê-lo. Se escutarmos as chamadas músicas clássicas, sentiremos o que o autor quis transmitir, mesmo sem falar palavra alguma. Transcendendo limites como idiomas e cultura.

O perigo da música

Sendo um importante instrumento de transmissão e internalização de ideias, a música também pode ser usada para nos desvirtuar das coisas saudáveis, causando danos comportamentais, sociais, relacionais e etc.
Por isso, temos que ter muito cuidado com o que ouvimos para que não sejamos destruídos por isso.

Música sacra

Desde seus primóridos, a música está associada a religião, praticamente toda religião possui suas músicas para seus ritos. A música sacra na Bíblia é apresentada desde o início do povo de Israel, sendo descritos os instrumentos utilizados e por diversas vezes até mesmo suas letras estão descritas, quer um exemplo? Todo o livro dos Salmos.
O termo música sacra foi utilizado pela primeira vez na Idade Média, período em que a religião foi monopolizada, desta forma até a música havia sido institucionalizada, tornando sacro apenas os cantos gregorianos cantados em latim pelos monges católicos.
A reforma protestante também serviu para revolucionar a música cristã, pois Lutero, que era um amante da música, fazia uso dela para transmitir ensinamentos bíblicos.
Desta forma a música sacra passou a ser feita não somente para Deus mas também sobre Deus, se tornando uma incrível arma para evangelismo e ensino. Deixando de ser uma coisa exclusiva dos monges e passando para toda a comunidade cristã, adotando a alcunha de música congregacional.

A divisão do Novo Testamento

A divisão do Novo Testamento

Durante os primeiros séculos do Cristianismo, o Antigo Testamento foi considerado como a única Bíblia, sendo a base de toda a pregação evangelística na época. Devemos considerar que Cristo em nenhum momento revogou os princípios e os ensinamentos do Antigo Testamento, em sua vida Ele nos ensinou sobre o que significavam aqueles ritos nos dando uma visão mais intimista do AT.
Contudo, a crescente igreja cristã compreendia que em Jesus “as coisas velhas se passaram e eis que tudo se fazia novo” (2 Co 5.17) e dentro desta “nova realidade”, por muitas vezes os cristãos entravam em conflito por não compreenderem corretamente os ensinos de Jesus (vide o caso de 1 Co 3.4). Criando-se uma necessidade de cartas normativas, que assim como as parábolas de Cristo, pudessem transcender a história e traduzir seus ensinos para as particularidades de cada grupo de cristão.
A igreja primitiva começou a fazer uso destes 27 livros como base para seus ensinos, principalmente pela credibilidade de seus autores e conteúdo, que em sua maioria absoluta atestavam a Cristo como Filho de Deus e que nele se cumpriam as antigas profecias messiânicas do povo de Israel.
Desta feita, a Igreja compreendeu que deveria canonizar as provas do cumprimento da principal profecia divina, chamando a todas as escrituras anteriores a vinda de Cristo de Antigo Testamento e, reconhecendo a inspiração divina destes 27 livros, os chamou de Novo Testamento.
O processo de catalogação e canonização do NT durou até o século V.
Os livros do Novo Testamento foram organizados baseados em temas e autores, transmitindo a ideia de gradação, iniciada com a manifestação de Deus na terra por meio de Jesus Cristo (Evangelhos), passando pela história e consolidação do seu reino na terra (História e epístolas) até o fim dos tempos (Apocalipse).
Sua divisão temática pode ser apresentada da seguinte maneira:
– Evangelhos, divididos em:
* Evangelhos sinóticos: Mateus, Marcos e Lucas
* Evangelho de João
– História:
* Atos dos Apóstolos
– Epístolas:
* Epístolas Paulinas: Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemom
* Epístola aos Hebreus
* Epístolas Universais: Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João e Judas
– Escatológico: Apocalipse

O Novo Testamento – o mundo que recebeu a Jesus

O Novo Testamento – o mundo que recebeu a Jesus

 

Para compreendermos a real situação do mundo quando Jesus nasceu, temos que voltar nosso entendimento para tempos por volta de 335 a.C. Época em que os gregos estavam em pleno desenvolvimento político e social.

Os gregos eram uma porção de tribos que ao longo do tempo criaram as cidades-estados (as mais conhecidas são Tebas, Atenas e Esparta), contudo, essas cidades-estados por serem independentes sempre entravam em guerra.

Felipe II iniciou um processo de unificação dessas cidades e quando veio a falecer, seu filho, Alexandre Magno, também conhecido como “o grande”, que era um excelente general continuou o trabalho de conquista e expansão do império grego, abrangendo toda península balcânica (Peloponeso) e se estendendo até a Índia, passando pela Palestina e Síria.

Os gregos ao controlarem um lugar, instituíam um idioma comum o Koinê (este idioma passou a ser o principal idioma dos escritos do novo testamento) e mantinham uma política de respeito aos costumes e religião dos povos dominados.

Em 323 A.C. Alexandre morre e seu reino passa a ser dividido entre várias dinastias (Lágidas, Ptolomeus e Seleucidas, por exemplo), contudo, o poder de seus sucessores enfraqueceu e com isso foram instauradas políticas de repressão aos costumes e a religião dos locais dominados. Assim, iniciaram-se guerras entre os Ptolomeus e os Seleucidas (dinastias que dominavam o Egito e a Síria respectivamente) pela Palestina. Na parte europeia do reino, Roma aproveitava-se do enfraquecimento político e das guerras e começava a sobrepujar o império grego. Assim, depois de praticamente dois séculos de lutas e agitação política, o povo de Israel já havia perdido sua soberania e identidade como uma nação, facilitando que em 63 A.C. Jerusalém fosse tomada por Pompeu passando a ser uma nova colônia de Roma.

Roma também tinha uma política de tolerância aos costumes e religiosidade das colônias, permitindo inclusive que houvesse governos locais, como o caso de Herodes, o Grande, que governou a palestina no período do nascimento de Jesus. As únicas coisas que Roma não permitia de forma alguma eram a agitação política ou rebelião aberta, desta feita, provavelmente esta postura foi determinante para que Herodes implantasse a política de recenseamento e mandasse matar as crianças da idade de Jesus, por saber que seu poder seria enfraquecido se permitisse que um novo Rei em Israel se erguesse.

Após a morte de Herodes (aproximadamente em 4 A.C.) seu reino foi dividido entre seus filhos: Arquelau (Judéia e Samaria), Herodes Antipas (Galiléia e Peréia) e Felipe (Ituréia e Traconites). Arquelar foi deposto pelo imperador Augusto e em seu lugar foram colocados procuradores romanos como governantes, o mais conhecido deles é Pôncio Pilatos.

Em 37 d.C. o Imperador Calígula empossou Herodes Agripa como rei sobre a maior parte do território palestino, passando a governar sobre toda a palestina a partir do ano 41. Este Agripa foi o mesmo que iniciou a perseguição a igreja cristã. Seu sucessor, também chamado Herodes Agripa foi tolerante com a igreja, inclusive escutando o discurso de Paulo em defesa própria em Cesaréia.

Páscoa!!!

Hoje eu quero falar sobre a Páscoa.

A muito o mundo esqueceu o sentido dela.
A páscoa começou quando o povo de Israel saiu do Egito (Êxodo capítulo 12), quem participasse dela, estaria livre da décima praga (morte dos primogênitos) e seguiria a Moisés no caminho a terra prometida. Esta páscoa fazia uma alegoria entre a saída do povo de Deus da escravidão para a sua libertação, redenção e descanço.

No Novo Testamento, a páscoa continuou com o mesmo sentido (libertação, redenção e descanço), mas não se tratava mais da saída do Egito, ou mesmo da morte dos primogênitos dos inimigos de Israel. Embora ela tenha continuado baseada na morte de um primogênito, Jesus.

O tema central da Bíblia é Jesus e a salvação encontrada nEle.

A Lei, mais conhecida como os dez mandamentos, nunca trouxe uma solução adequada ao pecado. Ela apenas nos apontava o que era certo e o errado. Seus princípios são válidos e sempre serão válidos, mas nela nós somos destinados ao fracasso, pois se formos culpados de um pecado, somos condenados por todos.
A páscoa judaica foi instituída pra lembrar o sofrimento que eles tiveram no Egito e o tamanho do livramento dado por Deus a eles.

A páscoa cristã vem nos trazer a memória, o sofrimento de Cristo na cruz e as consequencias dele para nossa vida.
Jesus viveu sem pecado, mas carregou sobre si todos os pecados da humanidade. Como eu disse no post anterior sobre pecado, Deus apagou a memória dos nossos erros, pois quando olha pra nós, Ele vê a seu filho, o primogênito da criação, ensanguentado, moído, machucado, injustiçado. Deus vê um sacrifício tão forte que foi capaz de quebrar as regras da morte, descer ao mais profundo inferno e trazer ao arrependimento todo ser humano.

Não sou aquele tipo de crente que diz que não se pode comer ovos de chocolate na páscoa porque é esquecer de Cristo, mesmo porque pra mim, toda confraternização, todo movimento que visa unir a família é válido.
Mas não importa se vamos comer chocolate, peixe, churrasco, salgadinho ou qualquer outra coisa neste domingo.
O que importa é que tiremos um momento para celebrar a vida, uma vida livre de condenação, livre de culpa, livre da dor do pecado, porém cheia de felicidade, paz, alegria, força e mais do que tudo fé naquele que derramou o seu sangue para que eu e você pudéssemos ter “tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos” (Efésios 3:20).

Tradução…

Essa é uma postagem por obrigação, ouvindo esta música de madrugada, senti a obrigação de mostrar a mais alguém a profundidade desta letra… a quem ler, procure ouvi-la, garanto que fará diferença.

Homesick

You’re in a better place, I’ve feard a thousand times
And at least a thousand times I’ve rejoiced for you
But the reason why I’m broken, the reason why I cry
Is how long must I wait to be with you

I close my eyes and I see your face
if home’s where my heart is then I’m out of place
Lord, won’t you give me strength to make it through somehow
I’ve never been more homesick than now

Help me Lord cause I don’t understand your ways
The reason why I wonder if I’ll ever know
But, even if you showed me, the hurt would be the same
Cause I’m still here so far away from home

I close my eyes and I see your face
if home’s where my heart is then I’m out of place
Lord, won’t you give me strength to make it through somehow
I’ve never been more homesick than now

In Christ, there are no goodbyes
And in the Christ, there is no end
So I’ll hold onto Jesus with all that I have
To see you again
To see you again

And I close my eyes and I see your face
if home’s where my heart is then I’m out of place
Lord, won’t you give me strength to make it through somehow
won’t you give me strength to make it through somehow
won’t you give me strength to make it through somehow
I’ve never been more homesick than now

Homesick (tradução)

Você está em um lugar melhor, eu tenho escutado mil vezes
E pelo menos mil vezes que eu tenho alegrado para você
Mas a razão porque eu estou quebrado, a razão porque eu choro
É devido a quanto tempo eu espero estar com você

Eu fecho meus olhos e vejo sua face
Se meu lar é onde está meu coração então eu estou fora do lugar
Senhor, sem querer Você me dá força para fazer isto de alguma forma
Eu nunca tive tanta saudade do lar quanto agora

Me ajude Senhor, pois eu não entendo seus caminhos
A razão porque eu desejo saber se eu sempre entenderei
Mas, mesmo que se você mostrasse para mim, a ferida seria a mesma
Pois eu ainda estou aqui tão distante do meu lar

Eu fecho meus olhos e vejo sua face
Se meu lar é onde está meu coração então eu estou fora do lugar
Senhor, sem querer Você me dá força para fazer isto de alguma forma
Eu nunca tive tanta saudade do lar quanto agora

Em Cristo, não há nenhum adeus
E em Cristo, não há nenhum fim
Então eu segurarei a Jesus com tudo aquilo que eu tenho

Para ver Você novamente
Para ver Você novamente

Eu fecho meus olhos e vejo sua face
Se meu lar é onde está meu coração então eu estou fora do lugar
Senhor, sem querer Você me dá força para fazer isto de alguma forma
Sem querer Você me dá força para fazer isto de alguma forma
Sem querer Você me dá força para fazer isto de alguma forma
Eu nunca tive tanta saudade do lar quanto agora.