A convicção do chamado x a incredulidade humana

Agora que passou o momento de turbulência e minha nova vida está começando a ganhar forma, decidi que já era a hora de voltar a postar mensagens em meu blog.

Ainda não defini qual será o melhor dia para as postagens e nem quais serão os temas fixos. Porém, uma coisa eu tenho certeza: Não posso postergar mais um post a respeito do profeta Elias, então, lá vamos nós…

 

O título do post trata de uma coisa muito comum, mas que algumas igrejas tem tratado como algo inadmissível. A tendência hoje é falar: “Se você não tem fé para isso, você está em pecado”; ou então tentam nos convencer de que devemos ter uma fé cega.

Quero usar o exemplo de Elias para confrontar essas duas situações: a convicção e a incredulidade.

Caso você queira ler a história de Elias na Bíblia (recomendável), ela se encontra em 1 Reis a partir do capítulo 17.

Elias surge como um desconhecido, vindo de um local desconhecido, ao ponto de que até hoje não se sabe se o termo tisbita que acompanha seu nome seja referente a um possível local chamado Tisbe ou, se esse termo significava estrangeiro.

Contudo, ele tinha muita convicção de seu chamado e decidiu cumpri-lo “de peito aberto”.

Foi profeta no período do rei Acabe, considerado um dos piores reis de toda história dos hebreus. Este rei, por ordem de sua mulher Jezabel, mandou matar a todos os profetas do Senhor.

Elias, começou seu ministério e antes de ser perseguido pelo rei, ele mesmo solicitou uma audiência com tal. Perante o rei, ele o convocou, assim como aos profetas de baal e do poste ídolo e todo o povo para que se reunisse no monte Carmelo.

Neste lugar ele lançou um desafio: os representantes de baal fariam um altar e preparariam uma oferenda ao deus deles, porém, não deveriam atear fogo no holocausto. Elias faria a mesma coisa. Todos então, clamariam ao seu deus e aquele que respondesse com fogo seria o Deus verdadeiro.

Elias era um cara tão convicto e tão crente em Deus, que me chama a atenção alguns detalhes desta história:

1 – Era um total de 850 profetas de deuses estranhos reunidos ali;

2 – Elias permitiu que eles usassem toda a parte da manhã para buscarem uma resposta;

3 – Enquanto os profetas pediam a baal, Elias ria e zombava deles e;

4 – Quando ele decidiu montar seu altar, além do holocausto, ele cavou um sulco ao redor do altar e molhou tanto a oferta que a água que escorreu para o sulco e o encheu completamente.

Em minha humilde opinião, é muita loucura para um homem só. Mas ele estava tão convicto que a oração dele não deve ter chegado nem a 1 minuto de duração e mesmo assim, Deus mandou fogo do céu e consumiu o sacrifício, além de secar toda a água que Elias havia colocado.

Um belo exemplo de convicção né? Contudo, após tudo isso ter acontecido e todos os profetas de deuses estranhos terem sido mortos, Elias ficou com medo de Jezabel e fugiu. Mesmo depois de tudo que Elias tinha passado, ele duvidou de que Deus o protegeria.

Passei anos tentando entender e confesso que critiquei muito a postura do profeta, hoje eu tenho uma outra forma de enxergar esta situação.

Deus não rejeitou a Elias por causa de seu medo e sua descrença na proteção divina, tanto que Deus não permitiu que Elias conhecesse a morte. Todavia, era preciso que Elias não tomasse para si a glória que somente a Deus pertence. Sua incredulidade, não foi uma afronta a Deus, mas sim uma prova de sua humanidade.

Deus não chamou seres perfeitos para realizar sua obra, ele chamou a seres humanos, dotados de todo o tipo de defeitos e ao reconhecermos estes defeitos, estamos começando a entender que somos dependentes de Deus. Podemos olhar em vários personagens bíblicos e identificar fraquezas, porém em cada fraqueza encontrada, vemos a mão de Deus providenciando um ensino, um conforto, uma forma de glorificar a seu Nome. Paulo possuía um espinha na carne, Moisés era pesado de língua, mas todos eles reconheceram a grandeza de Deus no momento em que suas fraquezas foram expostas.

Momentos de dúvidas são normais na vida do cristão, o que não é normal é deixar ser dominado por elas. Quando aprendermos a identificar nossas fraquezas, estaremos prontos para conhecer um pouco mais da graça de Deus.

Termino este post com uma citação de Paulo em 2 Coríntios 12.9 – “e Ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade, antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo.”

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Arborizando nossa vida cristã….

Durante a mensagem de ontem na minha igreja, o pastor leu um versículo de Isaías 61, com isso eu comentei com minha namorada que este era o texto de Isaías que eu mais gostava.
Pronto, veio a mim a motivação para escrever o post de hoje…
O texto é lindo, então vou transcrevê-lo:

“O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;
A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes;
A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado.
E edificarão os lugares antigamente assolados, e restaurarão os anteriormente destruídos, e renovarão as cidades assoladas, destruídas de geração em geração.
E haverá estrangeiros, que apascentarão os vossos rebanhos; e estranhos serão os vossos lavradores e os vossos vinhateiros.
Porém vós sereis chamados sacerdotes do Senhor, e vos chamarão ministros de nosso Deus; comereis a riqueza dos gentios, e na sua glória vos gloriareis.
Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; e em lugar da afronta exultareis na vossa parte; por isso na sua terra possuirão o dobro, e terão perpétua alegria. Porque eu, o Senhor, amo o juízo, odeio o que foi roubado oferecido em holocausto; portanto, firmarei em verdade a sua obra; e farei uma aliança eterna com eles.
E a sua posteridade será conhecida entre os gentios, e os seus descendentes no meio dos povos; todos quantos os virem os conhecerão, como descendência bendita do Senhor.
Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante sacerdotal, e como a noiva que se enfeita com as suas jóias.
Porque, como a terra produz os seus renovos, e como o jardim faz brotar o que nele se semeia, assim o Senhor DEUS fará brotar a justiça e o louvor para todas as nações”

Isaías 61:1-11

Esta profecia se referia ao ministério de Jesus, tanto que Ele mesmo diz isso (Lucas 4.21) e o que me chama a atenção é que este texto, descreve a missão de Jesus.
Jesus veio ao mundo para todas estas coisas que estão escritas aí em cima. A partir desta missão eu quero falar para aqueles que se encontram em alguma dessas situações dos versículos de 1 a 3.

Em primeiro lugar, se você está passando por algum destes tormentos (tristeza, angústia, prisão, luto, etc) Jesus veio ao mundo, sofreu, morreu e ressuscitou para trazer boas novas a você.
Trazer boas novas é sinônimo de esperança, por que para que traríamos boas notícias se as coisas boas ainda não aconteceram?
Prosseguindo o texto, vemos que mais do que boas notícias, Jesus veio para restaurar, livrar, libertar, alegrar e etc, mas tudo isso com um objetivo determinado: que sejamos chamados carvalhos de justiça para a glória dEle.
O uso da palavra carvalho neste texto me chama a atenção.

Reza a lenda que quando os estudiosos querem saber por quais desastres naturais uma floresta passou, eles utilizam o carvalho para este fim, visto que o mesmo é capaz de resistir a muitos intempéries, fortalecendo-se a cada um.

Trazendo para nossas vidas, podemos traduzir esse texto como: Jesus veio me encher de esperança, para que todo o mal que me sobrevenha Ele me livre ou me liberte, de tal modo que a minha fortaleza sirva como forma de engrandecer o nome de Deus.

Simples né?

Ah… E para aqueles que já são carvalhos frondosos e resistentes, fica o seguinte versículo:

Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;”

Efésios 5:1

Entenderam ou preciso explicar?

Deus abençoe a todos!!!

Se o 5 fosse o 1…

Perdoem-me por hoje, mas a mensagem será curta e objetiva. Estou preparando um estudo mais detalhado pras próximas semanas, mas nesta estou um tanto quanto sem tempo.
Tu, Senhor, permaneces eternamente, e o teu trono subsiste de geração em geração.
Por que te esquecerias de nós para sempre? Por que nos desampararias por tanto tempo?
Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes.

Lamentações 5. 19-21

Gosto destes versículos por alguns motivos:
1 – Foi escrito por um profeta que estava vivendo a pior fase da história de Israel, sendo conhecido como profeta das lágrimas, ou profeta chorão;
2 – Está no final de um livro que não passa de uma transcrição dos lamentos das mulheres de Israel;
3 – Reconhece que Deus é imutável, e;
4 – Reconhece que a causa da tribulação do povo de Israel é o próprio povo.
Muitos de nós temos vivido por dias de lamentações e por diversas vezes culpamos a Deus pelo nosso sofrimento, porém, esquecemos de olhar para como está nossa vida espiritual.
Acredito eu que se o povo de Israel tivesse feito a oração do capítulo 5, o livro não teria 4 capítulos de lamentações.
Se a conversão vier primeiro, com certeza a lamentação não virá depois…

Meios, inteiros, modos e resultados

Hoje estava indo pro trabalho e reparei algumas pessoas, em uma vi uma tatuagem do olho de Ísis (deusa egípcia), outra pessoa tinha o hábito de ficar com o dedo apontado pra cima, alguns estavam com um terço na mão e por aí vai.
O que essas coisas tem a ver com a sessão de segunda?
Eu digo que não tem nada a ver, mas também pode ter tudo a ver.
Queria tomar por base desta minha conversa o texto que se encontra em Mateus 6:7
“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos.”
Reparando essas pessoas, eu comecei a pensar sobre os símbolos, os hábitos, os trejeitos que nós mesmos imprimimos em nossas vidas.
Uma tatuagem é algo que fica pra vida inteira, algo que se um dia você desgostar, vai ter que gastar um dinheirão e passar por um processo doloroso pra retirar. Caso você não possua o dinheiro necessário, terá que se conformar com aquilo. Com o passar do tempo, ou aquilo vai deixar de lhe incomodar e ser algo totalmente indiferente pra você, ou vai despertar um ódio de si mesmo.
Não estou aqui fazendo apologia a tatuagem ou criticando quem a tenha. Para quem não sabe minha posição a respeito de tatuagem eu esclareço: “acho linda uma tatuagem em outra pessoa” (risos).
O passageiro com o dedo levantado, provavelmente não percebe que faz isso. Conheci uma pessoa que ficava boa parte do tempo com a ponta da língua pra fora e não percebia.
O ponto que eu quero falar aqui é sobre os mecanismos que usamos pra nos aproximar de Deus.
Em Mateus 6, Jesus está ensinando ao povo como se livrar de modismos que os atrapalhavam de se aproximarem verdadeiramente de Deus.
Durante a Idade Média, o povo era oprimido por uma falsa religiosidade que os obrigava a pagar indulgências e a entregarem suas vidas a um propósito escuso e mal descrito.
Os “cultos” eram celebrados em latim para um povo que falava alemão (situação em que Martinho Lutero se encontrava), transformando o povo em máquinas de repetição, uma verdadeira massa de manobra.
“Mas Rubens, hoje as pessoas são elucidadas (eu sei que ninguém usa esse termo), não se deixam domesticar por falsas religiosidades e coisas assim…”
Caso alguém tenha pensado isso, eu vou te afirmar que hoje as pessoas estão sendo domesticadas sem saber.
Antes de continuar, quero deixar bem claro que sou a favor da ordem, do princípio de autoridade e da liturgia.
Dentre nós, os cristãos, existe um grupo de pessoas que tem vivido como o versículo acima citado.
Criamos mecanismos para nos “aproximarmos” de Deus, fórmulas mágicas para recebermos as bênçãos e nos apegamos mais a isso do que ao próprio Deus.
Aí você vai pensar que estou me referindo a pessoas que estava com o terço na mão. Eu vou lhe dizer que talvez, aquele cristão católico está menos manipulado que você cristão crente.
Não são os métodos que nos aproximam de Deus, eles apenas criam disciplina em quem o utiliza e eu tenho visto muitos crentes que acreditam que apenas um método é que o aproxima de Deus.
Existe uma música de uma banda chamada Godcore que diz: “Jesus está em baixa a campanha está de pé” e eu concordo absolutamente com isso. É um tal de campanha pra cá, campanha pra lá, campanha do gelo seco, campanha da campainha barulhenta e coisas por aí que estão condicionando os crentes a viverem de campanha.
Outros acreditam que precisam fazer orações gigantescas para que Deus lhes ouça, lembrem-se de que antes mesmo que a palavra nos viesse a boca Deus já as conhecia.
Muitos crêem que cantar um refrão de 5 palavras por meia hora, vai fazer com que sua adoração chegue ao trono dos céus.
Quantos cristãos “ctrl-c/ctrl-v” conhecemos? Vivem copiando o que deu certo em outro ministério e se esquecem de que mais do que uma aparência direita, o que Deus espera de nós é sinceridade?
Eu digo isso porque já fui assim, religioso, direito, santarrão e etc.

Querem saber como eu fiz pra conseguir me libertar dessas amarras e viver plenamente nos braços do Pai?

Se você ainda quer saber, é sinal que não entendeu nada do que eu disse…

Minha única dica é: Se você quer fazer uma campanha, faça. Se quiser usar um terço, use. Se quiser ficar duas horas repetindo o mesmo refrão, repita. Mas, não faça isso porque Deus certo uma vez, faça isso porque seu espírito clama intensamente pelo Pai e na sua incapacidade de demonstrar a Deus como você o ama e quer se aconchegar em seus braços, você instintivamente chegou a tais ações.

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
João 4:23

Quem te viu e quem te vê.

A mensagem de hoje não é de minha autoria e estou realmente muito feliz com isso!

Sempre deixo o espaço aberto para quem quiser fazer uma postagem em meu blog, tanto que tem uma sessão no menu acima com o título “Participações mais que especiais”.

Como fiz anteriormente, apresentando meu pai e minha amiga Thalita, vou falar um pouco da pessoa por trás do post de hoje.

Seu nome é Camila Tavares Barbosa, membro da Igreja Batista da Pompéia em Belo Horizonte, atuante no ministério de consolidação desta igreja, aluna no último semestre do seminário teológico Carisma da Igreja Batista da Lagoinha e, assim como eu, adepta a visão sobre a aplicabilidade da Palavra de Deus na vida cotidiana.

Outra informação importante é que essa moça tem namorado que é este que vos escreve periodicamente neste blog.

Justificada minha felicidade?

Espero que assim como eu vocês gostem.

“Quem te viu e quem te vê.

A carta de Paulo a Filemom, foi escrita em favor de Onésimo, escravo de Filemom, que era cristão da cidade de Colossos e homem de muitas posses. No popular, Paulo estava “colocando a mão no fogo” por Onésimo. Mas, por que escreveu esta carta? Acredita-se que Onésimo fugiu de medo ao furtar algum bem de valor do seu senhor, já que para furto, o castigo era pena de morte. Parecia que a única solução era desaparecer. Com a fuga, Onésimo conheceu a Paulo em Roma, e tornou-se cristão. Esse encontro proporcionou a Onésimo a oportunidade de retornar a casa de seu senhor Filemom.

E ai? Quem te viu?

Nós, se víssemos Onésimo concordaríamos que ele era ladrão e merecia pena de morte, Filemom o viu assim, mas Paulo não. Então…….

Quem te vê?

Onésimo deixou ser tocado pelo amor de Deus rendendo-se totalmente a Ele, com isso houve transformações externas em suas atitudes, pois Paulo utilizou do poder transformador de Deus na vida de uma pessoa e atestou isso com uma carta de apresentação do novo Onésimo.

Essa foi a vida de Onésimo, mas, como tem sido a minha, a sua, a nossa vida? Temos deixado ser transformados pelo amor de Deus? E isso, assim como na vida de Onésimo, está sendo refletido externamente?

Pois bem, somos embaixadores de Cristo no mundo, então por onde percorrermos temos que deixar ser visto em nós a cultura do reino, a verdade refletida em atitudes, palavras, movimentos. Não é só no muito falar que justificamos quem somos, mas os sinais que temos trazem a verdadeira essência de Cristo ao mundo.”

Camila Tavares Barbosa

Cansado?

Procurando algo a escrever para o post de hoje, veio a mim a palavra descanso e pensando nela fui procurar algumas referências na bíblia a respeito disso. Inicialmente eu queria uma referência no novo testamento, mas este simples versículo me chamou muito a atenção.
Êxodo 33.14

Contextualizando…
O povo de Israel, liderado por Moisés, estava vagando pelo deserto a um bom tempo em busca da terra prometida e, durante esse período, por inúmeras vezes se posicionou contra o Deus que lhes havia livrado da escravidão do Egito. Reclamaram da falta de comida e Deus mandou o maná; reclamaram da falta de água e Deus abriu rocha para que eles bebessem da água que dela saiu; reclamaram do sol, Deus pôs uma nuvem sobre eles durante o dia; reclamaram do frio da noite e Deus providenciou uma coluna de fogo para aquecê-los. Mesmo diante deste cenário, tudo que o povo fazia era virar as costas a Deus.
A situação chegou a um ponto em que Deus virou para Moisés e disse que eles poderiam ir conquistar a terra prometida, mas que Ele não pelejaria com o povo.
Uma observação pertinente que faço neste momento: Deus cumpre suas promessas mesmo que você vire as costas a Ele.
Voltando a história…
Ao receberem a notícia de que a presença de Deus não seria com eles, Moisés construiu uma tenda fora do acampamento, para que ele pudesse conversar “cara a cara” com Deus. Assim, sempre que Moisés entrava na tenda, uma nuvem parava a porta, sinalizando que ali estava a glória de Deus.
Vendo que a nuvem estava a porta da tenda, todo o povo passou a adorar a Deus durante todo o tempo em que Moisés esteve dentro da tenda.
Existem duas coisas relevantes aqui:
1 – Moisés ao entrar na presença de Deus levava o povo a adoração e;
2 – ao perceber a presença de Deus na vida de Moisés, o povo se dispunha a adorar.
Antes que me digam que as duas coisas são as mesmas, tenho q evidenciar que o ponto de vista neste caso é importante.
Vamos transpor essa visão para os nossos dias:
Como povo, devemos reconhecer a presença de Deus no altar, a olhar nossos líderes com olhos despojados de qualquer visão puramente humana. Devemos tornar a visão da nuvem adiante do local de culto como uma realidade, porém, não precisamos esperar que Deus diga que não será por nós.
Contudo, se isso vier a acontecer, basta no arrependermos e adorarmos a Ele em sua presença.
Como líderes, devemos ter a ousadia de adentrar na presença de Deus e conversar face a face com Ele. Como consequencia, poderemos experimentar algumas coisas (que deixarei em aberto aqui, aqueles que lerem sobre a vida de Moisés saberão), mas para hoje só quero focar naquilo expresso no versículo 14.
“Irá a minha presença contigo para te fazer descansar.” Ex 33:14
Afinal de contas, ouvir Deus falar que mesmo em momento de guerra, a presença dEle estará conosco e nos fará descansar já basta…
Pelo menos pra mim…

A vontade de Deus 6

Talvez este seja o último post sobre a vontade de Deus.
Ainda estou pensando em um tema para trabalhar nas próximas semanas, pensei em falar sobre o serviço na obra de Deus, o ser chamado, o agir do Espírito e outras coisas, mas ainda não me decidi.
Deixo aqui a oportunidade para que vocês deixem suas sugestões:
Caso aja algum assunto da bíblia que vocês queiram saber mais, escrevam nos comentários que eu prometo escrever sobre.
Até então tenho escrito sobre a bíblia de forma bem prática, com o intuito de demonstrar ao máximo o fator humano na construção deste livro e também, demonstrar como nossas atitudes podem, ou não, ser espelhadas nas escrituras.
Como sempre digo: “Deus fez o homem e deixou o manual de instruções (a bíblia) para que nós pudéssemos aprender a viver plenamente.
Acréscimos a parte, vamos ao que interessa.
Hoje, meu personagem bíblico foi um homem muito abençoado, como todos os outros que eu citei (isso inclui o profeta Jonas), porém, a atitude dele não o impediu de viver a vontade de Deus, mas teve um impacto muito grande na vida de outras pessoas.
Antes que eu comece a falar, já quero deixar bem claro que o objetivo é despertar em cada um o zelo em suas atitudes para que não venhamos a trazer malefício para os outros.
O texto bíblico está em Atos 15. 36-41 que fala sobre a discussão entre Paulo e Barnabé que culminou no fim de uma das equipes de evangelismo mais eficazes que a bíblia relatou.
Para contextualizar, temos que começar desde quando Paulo e Barnabé se tornaram amigos.
Quando Paulo (ou Saulo) se converteu, houve uma grande desconfiança da parte dos cristãos, afinal de contas Paulo tinha sido o perseguidor mais feroz dos cristãos (que ainda não eram chamados assim). Coube a Barnabé (At 9-27) defendê-lo perante os apóstolos.
A partir deste momento, Paulo e Barnabé passaram a andarem juntos, auxiliando aos novos cristãos na consolidação da palavra. Depois que Pedro foi liberto da prisão milagrosamente (At 12) eles passaram a ser acompanhados por Marcos.
Finalmente cheguei ao ponto que queria: João Marcos.
Marcos, era jovem, discípulo de Pedro e protegido de Barnabé, porém ele não deu conta do recado e abandonou a Paulo e Barnabé durante a primeira viagem missionária.
Dentre todas as atitudes que podem impedir que a vontade de Deus se cumpre na vida de uma pessoa é esta: abandonar aquilo que lhe foi proposto fazer.
Em Lucas 9.62 podemos ver que quem comete tal atitude não é sequer digno do reino de Deus.
Esta atitude, além de atrasar a sua vida ministerial, espiritual, pessoal, social e qualquer outro “al” que possa existir, é capaz de destruir até um bom relacionamento.
Paulo e Barnabé, tinham tamanha amizade que ao pregarem em Listra, foram comparados aos deuses da mitologia, Barnabé por sua sabedoria era conhecido por Júpiter, o “bam bam bam” dos deuses da mitologia greco-romana e Paulo, pela sua eloquência e aptidão para pregar o evangelho era conhecido por Mercúrio, o porta-voz dos deuses. Obviamente eles usaram essa oportunidade para mudarem os conceitos dos moradores daquela região, mas outro dia posso falar sobre como fizeram isso.
Abandonar aquilo que nos foi posto a mão para fazer é trair a confiança de todas as pessoas a nossa volta, visto que, embora a obra seja divina, ela é executada por homens.
Barnabé fazia jus ao nome (significa “filho da reconciliação”) e desta forma ele sempre tentava conciliar os irmãos. Lembram que foi ele quem ajudou para que Paulo fosse aceito no meio dos apóstolos? Mas Paulo não o era.
Não convém a mim julgar quem estava correto e não quero falar das atitudes de Barnabé e Paulo. Quero me concentrar naquilo que disse anteriormente: abandonar o que lhe foi proposto a fazer é algo que pode atrapalhar a vontade de Deus em sua vida e ainda marcar sua vida de desconfiança e talvez até causar dissensões entre irmãos.
“Ok Rubens, entendi! Só que eu abandonei a obra uma vez, será que eternamente eu não verei a vontade de Deus se cumprir em minha vida?”
É claro que vai, desde que você se arrependa e atente em não abandonar mais a obra.
Neste ponto quero mostrar que Marcos aprendeu sua lição e depois de muito tempo passou a ser reconhecido por todas as pessoas que duvidaram dele.
João Marcos, o jovem que causou a discussão que separou Barnabé e Paulo, hoje é conhecido como São Marcos, aquele que escreveu o primeiro evangelho da Bíblia, transcrevendo a história de Jesus sob a ótica de São Pedro e seu nome e valor foram tão evidentes que o próprio Paulo, quando estava no final de seu ministério, dando as instruções finais ao seu mais amado discípulo pediu: “Toma Marcos, e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério.” 2 Timóteo 4.11
Não sei precisar quanto tempo demorou para que isso acontecesse, mas posso garantir que, mesmo que em seu passado você tenha tido uma atitude que tenha feito com que você saísse do centro da vontade de Deus, ainda é tempo para que você possa corrigir seus atos e experimentar a boa, agradável e perfeita VONTADE DE DEUS (Rm 12.2)!

A vontade de Deus 5

Continuando a saga sobre a vontade de Deus
O último texto foi sobre o jovem rico que encontrou com Jesus, então, vamos voltar ao antigo testamento.
Hoje vou falar sobre Jonas. Com certeza uma das histórias mais conhecidas da bíblia, afinal, quem não se lembra da história do homem que foi engolido por um peixe?
O livro é pequeno, espero que todos o leiam por completo.
Agora vamos contextualizar a história.
Jonas foi profeta em Israel na época do reinado de Jeroboão II. Um rei corrupto e que fez o que era mal perante os olhos do Senhor. Contudo, em determinado período de seu reinado, Deus teve compaixão do seu povo e proveu prosperidade e livramento, restabelecendo os limites de Israel, visto que o povo encontrava-se oprimido.
O porta voz dessas boas novas foi o profeta Jonas e em 2 reis 14.23-24 está a primeira citação bíblica a respeito dele.
Jonas é classificado como um profeta menor, pois suas profecias se referiam somente ao seu tempo, sobre coisas que ele veria com seus próprios olhos.
Durante seu ministério, o povo que mais afrontou a Israel foram os ninivitas. A cidade de Nínive era poderosa, tanto economicamente, quanto belicamente e seus habitantes viviam completamente contra os princípios de Deus.
Contrariando as expectativas, Deus enviou a Jonas a esse povo, convidando-os ao arrependimento.
Deu-se então o episódio do peixe que todo mundo conhece e que eu não vou falar aqui. A mim interessa o que aconteceu depois.
Após a pregação de Jonas, toda a cidade se arrependeu e converteu-se a Deus. Como a mensagem de arrependimento foi aceita, Deus não destruiu aquela cidade (pelo menos não naquele momento).
Inicia-se assim a pior parte da vida de Jonas. Judeu nacionalista como era, Jonas não queria que a misericórdia de Deus se estendesse aqueles que por tanto tempo oprimiu a Israel (aquela mesma que Deus manifestou a nação de Jonas).
Esse sentimento foi tão forte, que a postura adotada por ele o impediu de viver plenamente a vontade de Deus.
Depois de cumprir a vontade de Deus (forçadamente), Jonas seria lembrado na história por ter rompido com os paradigmas da sociedade judaica, visto que os judeus não aceitavam se comunicar com outras nações e queriam monopolizar a presença de Deus para eles.
Porém, ele chegou a rejeitar seu próprio ministério, questionou a Deus e pediu a morte. Assim, Jonas passou a ser conhecido como um homem reclamão, medroso, que foge da presença de Deus e com tendências suicidas.
Deus se entristeceu com a atitude de Jonas e para mim, a evidência maior disso é que o livro de Jonas termina de forma inesperada, com Deus aplicando uma lição no profeta, sem direito a resposta e sem nenhuma evidência de que a lição fora aprendida.
Será que alguém consegue imaginar que Deus teria muito mais para Jonas?
Eu não consigo acreditar que a vontade de Deus para algum ser humano seja que ele seja conhecido pelos seus erros.
Então…
Pensem nisso…

A vontade de Deus 4

Já falei de Moisés, Paulo e Jefté.

Se vocês repararem, fiz uma alternância entre o antigo e o novo testamento.
Vou continuar fazendo isso, para vermos que não importa a época, o homem sempre vai perder uma benção por bobeira.
Em Marcos 10.17-31, vemos a história de um jovem que tinha tudo para ser muito abençoado.
Ele era entendido da Palavra, tanto que começou a indagar Jesus usando o termo bom mestre. Com isso, podemos ver que ele reconhecia a autoridade de Jesus ao chamá-lo de mestre e confessava a Cristo como sendo o próprio Deus, tanto que Jesus indagou porque o jovem o chamava bom.
Logo após essa confissão, Jesus o pergunta sobre a lei e o moço com firmeza responde que ele guardava a Palavra de Deus desde a infância.
Esta história está escrita em Mateus e Lucas, porém quis me ater ao livro de Marcos por um pequeno detalhe. Jesus reconheceu que tudo quanto o jovem dizia era verdade.
Peraí!!! De onde eu tirei essa idéia?
Simples, se analisarmos o comportamento de Jesus perante os conhecedores da lei, veremos ele sempre os acusando de suas hipocrisias, repreendendo-os a todo instante. Mas perante este jovem Jesus parou, olhou para ele e o amou.
Conseguem perceber o quanto este jovem era diferente dos outros?
Jesus ainda lhe disse que faltava uma coisa. Apenas uma coisa!
Estava perante Jesus um jovem que conhecia a lei, a guardava desde a infância e que reconhecia a divindade e a sabedoria de Jesus.
Vejo nesta passagem duas lições, a primeira está bem clara e explicada por Jesus.
A primeira está no fato do jovem ter amado mais as riquezas do que a Deus. Por mais que ele conhecesse e reconhecesse a Palavra de Deus, ele ainda não amava a Deus de todo o coração.
A segunda é que aquele jovem não aceitou a correção.
Quantos de nós vamos retardando nossas bençãos por fugirmos da correção de nossos pastores, pais, líderes ou do próprio Deus?
Para que possamos experimentar a vontade de Deus devemos estar dispostos a realmente amar ao senhor acima de todas as coisas e ainda aprender a receber a correção, pois quando somos corrigidos da parte de Deus, podemos crescer de forma ao qual nem imaginamos, afinal, o jovem desta história (que eu desejo do fundo do coração que tenha voltado atrás e feito a coisa certa) poderia, quem sabe, estar entre os doze.

Alguém conhece Jefté? – A vontade de Deus 3

Continuando os posts sobre pessoas que perderam a bênção por causa de suas atitudes, quero falar hoje de Jefté.

Quem é Jefté? Se você não sabe, recomendo ler um pouco mais a bíblia, especificamente Juízes 11.

Jefté teve uma história de rejeição e superação muito bonita na bíblia, porém não é sobre isso que eu quero falar.
Para situá-los, após a morte de Josué, a sociedade de Israel era divida em tribos e organizadas em células patriarcais, onde o ancião da família era quem governava, não possuindo assim um poder político centralizado.
Havia a tribo de Levi que não possuía terra demarcada, porém, eram os responsáveis pela liderança religiosa do povo. Os levitas eram responsáveis pela organização dos assuntos referentes s sacrifícios, cultos e liturgias.
Esporadicamente, quando o povo era afligido por alguma nação vizinha, Deus levantava um juiz para que liderasse o povo em guerra e julgasse aos atos das pessoas.
Bem, Jefté se tornou juiz em Israel no período em que o povo foi atacado pelos amonitas.
Ele liderou ao povo em batalha e foi vitorioso, porém, antes que a batalha começasse, ele fez um voto estranho. Jurou ele que caso fosse vitorioso, a primeira coisa que lhe saísse ao portão, ele sacrificaria a Deus.

Primeira observação: Deus nunca se agradou de sacrifícios humanos, mas aquela época acreditava-se que o sacrifício humano seria a maior expressão de contrição que poderia existir.

Segunda observação: Alguns teóricos acreditam que ele fez esse juramento por acreditar que algum animal de sua propriedade estaria ao portão.

Continuando…

Jefté ao chegar em casa foi recebido por, nada mais e nada menos que, sua filha única e que ainda não havia sido desposada.
Então ele contando a sua filha o que havia votado, ela se dispôs a ser o sacrifício, pedindo apenas que o pai lhe permitisse chorar por morrer solteira.
Uma atitude fez com que ele perdesse a sua única filha e não tivesse herdeiros.
Se Moisés teve medo e Paulo foi precipitado, que forma podemos classificar a atitude de Jefté?
Irresponsável, mística, incoerente, todas as respostas anteriores?
Eu diria que sim, porém, mais do que isso, faltou a Jefté confiar em Deus, condicionando sua vitória a um sacrifício.

Quantos de nós temos condicionados nossas bênçãos? Quantas vezes temos crido mais em pessoas que dizem que se você pagar R$100,00 o Senhor te dará R$1000,00? Quantas vezes lançamos sorte pra saber que atitude tomar?
Não venhamos transformar nosso Deus em um deus mesquinho que vive a base de trocas.
Deus tem cuidado de nós e não vai nos desamparar, não precisamos inventar meios para nos chegarmos a ele.
Então, creiamos em um Deus que pode fazer tudo e que a seu tempo cumpre sua vontade que é boa, perfeita e agradável.