Challenges

Desafios

Atualmente este tem sido o meu pretexto para não ser regular em publicações neste blog.
É amigos… A vida de um chefe de família, estudante universitário, músico e cristão atuante não é nada além de desafiador.
Contudo, uma coisa eu posso dizer com toda certeza do mundo: NÃO TROCO MINHA VIDA DE HOJE PELA VIDA QUE TINHA!
Então, já que tenho enfrentado novos desafios em minha vida pessoal, por que não falar sobre eles?
Desafio segundo a tradução padrão de qualquer dicionário é: ação de desafiar.
Então vamos para o que é desafiar…
1 – Provocar
2 – Propor duelo
3 – Afrontar
Separei apenas três significados para essa palavra, existem mais, porém estes já servem para expor meu ponto de vista.
De uma forma geral, podemos dizer que desafio é tudo aquilo que vem sobre nós e nos leva a tomar uma atitude, seja ela externa, ou interna.
Uma provocação não será uma provocação se não nos causar incômodo, revolta, indignação ou qualquer sensação similar. Desta feita, somente somos provocados, quando algo nos atinge em nosso “calcanhar de Aquiles”. Eu acredito que nenhum de nós quer que suas fraquezas sejam expostas e, principalmente, atacadas. Quando recebemos uma provocação, devemos identificar o porquê dela ter causado este efeito em nós e, caso não seja possível confrontar a provocação, devemos simplesmente aprender a enxergar nossas fraquezas e superá-las. Lembrando que, superar uma fraqueza pode ser um processo longo, trabalhoso e extenuante (interessante… parece que superar nossas fraquezas já é um desafio…)
Contudo, não devemos sempre esperar que os desafios cheguem até nós. Devemos tomar coragem para encará-los (não digo encarar de frente por que isso seria um pleonasmo). Não devemos ter medo das dificuldades que enfrentaremos, mesmo que estes desafios tenham um custo elevado. Como eu disse no começo do post, não troco minha vida de hoje pela vida que eu tinha de modo nenhum, mesmo que minha situação hoje seja repleta de desafios.
Mas talvez a maior força de mudança que um desafio pode ter seja a afronta.
Afrontar é sinônimo de ultrajar, insultar e outras coisas semelhantes. Então, enfrentar desafios é estar disposto a ser ultrajado, a ser combatido, a ser insultado e por muitas vezes humilhado. Enfrentar esse tipo de coisa não é nada agradável, principalmente quando essa ação parte de outra pessoa. Mas isso faz parte da vida e é uma parte fundamental de nosso aprendizado.
Em minha singela opinião, a maior afronta que podemos receber é a que provém de nós mesmos, quando nos dispomos a enfrentar um desafio e em nossa mente vem uma voz dizendo que não somos capazes, que outras pessoas seriam melhores fazendo o que estamos fazendo. Para esse tipo de desafio, só existem duas soluções: fé e autoestima.
A fé para te fazer acreditar no impossível (eu recomendo fé em Deus mas, se você se recusar a isso, aprenda a ter fé) e autoestima para saber quem você é e que você pode chegar longe.

Ligue a segunda coluna a primeira…

Hoje estarei alheio as definições clássicas dos dicionários. Quero falar sobre relacionamentos de uma forma menos formal.

O que é relacionamento?
Acho que todo mundo tem um conceito a respeito do que é relacionar, mas tenho certeza que todo mundo tem enorme dificuldade de colocar este conceito em forma de palavras.
Então vamos pensar…
Não sei vocês, mas uma das primeiras vezes que eu li o verbo relacionar, estava em um exercício de escola que dizia:
– Relacione a segunda coluna com a primeira.
Quem nunca fez isso?
Agora vamos pensar, como você relaciona uma coluna com a outra?
Essa relação é feita através do que há em comum entre as duas colunas, ou através daquilo que completa um item.
Partindo deste pressuposto, vamos pensar em nossos relacionamentos pessoais.
Quando tentarmos nos relacionar com alguém, devemos começar pelas coisas em comum, acho que isso é padrão para qualquer pessoa, ouso dizer que é algo tão natural, que ninguém nem percebe isso.
O grande problema de nossos relacionamentos então, está quando deixamos de nos relacionar com as pessoas. Isso acontece quando deixamos de ver as coisas em comum e focamos nas coisas divergentes.
O interessante é que isso pode acontecer em qualquer momento do nosso conhecimento a respeito de alguém.
Já reparou que as vezes olhamos pra uma pessoa e não temos afinidade com ela, mesmo sem conhecê-la? Isso acontece porque não vemos nada em comum entre ela e nós (ou talvez porque sejamos preconceituosos compulsivos, mas isso é assunto pra outro post).
Em outro caso, uma pessoa que achávamos que tinha tudo a ver conosco, em um determinado momento passa a ser o total oposto.
É uma ordem natural da vida que as pessoas mudem, que adquiram novos conhecimentos, novas maneiras de pensar e agir, contudo, cabe a nós escolhermos manter o relacionamento. Que não precisa permanecer como foi outrora, mas de forma amadurecida, onde nós, assim como fazíamos quando crianças quando o professor nos mandava relacionar uma coluna com a outra, venhamos a fazer a correlação exata entre as coisas que nos mantém unidos e não focados nas coisas que nos afastam.
Talvez a maior maturidade humana, seja a simplicidade de uma criança.
Acredito que quando chegarmos a esse nível de maturidade, não deixaremos que nossos relacionamentos acabem, por incompatibilidade de gêneros ou outras frescuras bobas…

Por hoje é só pessoal!

Dia 2

O segundo dia do mês nunca mais será um dia comum para mim.

O motivo é simples: tornei-me um homem casado no dia 02/08/2014.
Hoje faço um mês de casado e gostaria de fazer uma homenagem a minha esposa.

Camila,

Nenhuma palavra que eu colocar aqui será suficiente para explicar como tem sido este mês.
São apenas 30 dias juntos, mas você já teve que ficar ao meu lado no momento da doença e me senti amado de uma forma que eu jamais poderia imaginar.
Toda minha vida é nova e a cada dia que passa sinto que meu amor cresce.
Sei que de todas as decisões da minha vida, a mais correta de todas é de ter escolhido você como minha esposa. Tenho orgulho de cada conquista nossa, principalmente passar cada noite juntos… rsrs… Tenho orgulho de suas conquistas individuais. Sempre soube que você era maravilhosa, mas eu não poderia imaginar que fosse tanto.IMG_20140806_102552139
Amo seu jeito, amo cada detalhe de sua pessoa, amo cada minuto com você.
Espero ser motivo de orgulho para você e que estes 30 dias, se transformem em 30 anos e se multipliquem ilimitadamente.

Perdoe-me por não estar em um dia inspirado, perdoe-me por não ser um poeta e nem um grande escritor, mas aceite a minha sinceridade e acredite que estar com você é tudo que eu mais quero na vida!

Folofow!

A convicção do chamado x a incredulidade humana

Agora que passou o momento de turbulência e minha nova vida está começando a ganhar forma, decidi que já era a hora de voltar a postar mensagens em meu blog.

Ainda não defini qual será o melhor dia para as postagens e nem quais serão os temas fixos. Porém, uma coisa eu tenho certeza: Não posso postergar mais um post a respeito do profeta Elias, então, lá vamos nós…

 

O título do post trata de uma coisa muito comum, mas que algumas igrejas tem tratado como algo inadmissível. A tendência hoje é falar: “Se você não tem fé para isso, você está em pecado”; ou então tentam nos convencer de que devemos ter uma fé cega.

Quero usar o exemplo de Elias para confrontar essas duas situações: a convicção e a incredulidade.

Caso você queira ler a história de Elias na Bíblia (recomendável), ela se encontra em 1 Reis a partir do capítulo 17.

Elias surge como um desconhecido, vindo de um local desconhecido, ao ponto de que até hoje não se sabe se o termo tisbita que acompanha seu nome seja referente a um possível local chamado Tisbe ou, se esse termo significava estrangeiro.

Contudo, ele tinha muita convicção de seu chamado e decidiu cumpri-lo “de peito aberto”.

Foi profeta no período do rei Acabe, considerado um dos piores reis de toda história dos hebreus. Este rei, por ordem de sua mulher Jezabel, mandou matar a todos os profetas do Senhor.

Elias, começou seu ministério e antes de ser perseguido pelo rei, ele mesmo solicitou uma audiência com tal. Perante o rei, ele o convocou, assim como aos profetas de baal e do poste ídolo e todo o povo para que se reunisse no monte Carmelo.

Neste lugar ele lançou um desafio: os representantes de baal fariam um altar e preparariam uma oferenda ao deus deles, porém, não deveriam atear fogo no holocausto. Elias faria a mesma coisa. Todos então, clamariam ao seu deus e aquele que respondesse com fogo seria o Deus verdadeiro.

Elias era um cara tão convicto e tão crente em Deus, que me chama a atenção alguns detalhes desta história:

1 – Era um total de 850 profetas de deuses estranhos reunidos ali;

2 – Elias permitiu que eles usassem toda a parte da manhã para buscarem uma resposta;

3 – Enquanto os profetas pediam a baal, Elias ria e zombava deles e;

4 – Quando ele decidiu montar seu altar, além do holocausto, ele cavou um sulco ao redor do altar e molhou tanto a oferta que a água que escorreu para o sulco e o encheu completamente.

Em minha humilde opinião, é muita loucura para um homem só. Mas ele estava tão convicto que a oração dele não deve ter chegado nem a 1 minuto de duração e mesmo assim, Deus mandou fogo do céu e consumiu o sacrifício, além de secar toda a água que Elias havia colocado.

Um belo exemplo de convicção né? Contudo, após tudo isso ter acontecido e todos os profetas de deuses estranhos terem sido mortos, Elias ficou com medo de Jezabel e fugiu. Mesmo depois de tudo que Elias tinha passado, ele duvidou de que Deus o protegeria.

Passei anos tentando entender e confesso que critiquei muito a postura do profeta, hoje eu tenho uma outra forma de enxergar esta situação.

Deus não rejeitou a Elias por causa de seu medo e sua descrença na proteção divina, tanto que Deus não permitiu que Elias conhecesse a morte. Todavia, era preciso que Elias não tomasse para si a glória que somente a Deus pertence. Sua incredulidade, não foi uma afronta a Deus, mas sim uma prova de sua humanidade.

Deus não chamou seres perfeitos para realizar sua obra, ele chamou a seres humanos, dotados de todo o tipo de defeitos e ao reconhecermos estes defeitos, estamos começando a entender que somos dependentes de Deus. Podemos olhar em vários personagens bíblicos e identificar fraquezas, porém em cada fraqueza encontrada, vemos a mão de Deus providenciando um ensino, um conforto, uma forma de glorificar a seu Nome. Paulo possuía um espinha na carne, Moisés era pesado de língua, mas todos eles reconheceram a grandeza de Deus no momento em que suas fraquezas foram expostas.

Momentos de dúvidas são normais na vida do cristão, o que não é normal é deixar ser dominado por elas. Quando aprendermos a identificar nossas fraquezas, estaremos prontos para conhecer um pouco mais da graça de Deus.

Termino este post com uma citação de Paulo em 2 Coríntios 12.9 – “e Ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade, antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo.”

We are a family 5

Continuando o post sobre família irei falar de algo que aparentemente não tem nada a ver com ela.

Quebra de paradigmas.

No mundo corporativo, vemos esta expressão aos montes, então vamos entendê-la e aplicá-la ao ambiente familiar.

A melhor definição que encontrei para paradigma está no Wikipedia…

“Paradigma (do grego parádeigma) literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas.”

Seguindo esta linha de pensamento, a quebra de paradigmas seria a criação de novos padrões a serem seguidos. Beleza, você já é um especialista em quebra de paradigmas!

Mas vamos analisar o paradigma como um pressuposto filosófico. Traduzindo essa expressão da forma mais simplória possível este pressuposto nada mais é que preconceitos. Lembram quando eu falei sobre as pessoas acharem que eu era o mesmo garoto inconsequente de 12 anos de idade? Pois é, este é um dos primeiros paradigmas familiares.

Outra coisa legal a se observar é o paradigma como uma teoria, lembram-se daquelas pessoas que falam: “sempre foi assim”? Ou mesmo aqueles que falam: “meu avô era assim, meu pai é assim e eu serei assim até morrer?” Mais um paradigma clássico no meio da família.

Seguindo essa descrição, podemos ver um detalhe importante e motivo pelo qual eu achei que a definição do Wikipedia é a melhor para paradigma: “referência inicial como base de modelo”. Este ponto me chama muita atenção, por tratar de algo inicial e base. Ninguém vive sem paradigmas. A própria existência humana é condicionada a certas regras que a nós cabe somente pressupor a razão. Mas quando reconhecemos que os paradigmas devem servir como base, ou uma referência, acreditamos que a partir deles nós podemos melhorar e superar os limites impostos por nós mesmos quando assimilamos ou criamos tal paradigma. Para este caso, quebrar paradigmas, não é destruir um padrão e criar um novo, mas sim, definir limites iniciais e superá-los gradativamente.

Em resumo podemos dizer que quebrar paradigmas é seguir longe em uma estrada, porém, um passo por vez.

Arborizando nossa vida cristã….

Durante a mensagem de ontem na minha igreja, o pastor leu um versículo de Isaías 61, com isso eu comentei com minha namorada que este era o texto de Isaías que eu mais gostava.
Pronto, veio a mim a motivação para escrever o post de hoje…
O texto é lindo, então vou transcrevê-lo:

“O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;
A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes;
A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado.
E edificarão os lugares antigamente assolados, e restaurarão os anteriormente destruídos, e renovarão as cidades assoladas, destruídas de geração em geração.
E haverá estrangeiros, que apascentarão os vossos rebanhos; e estranhos serão os vossos lavradores e os vossos vinhateiros.
Porém vós sereis chamados sacerdotes do Senhor, e vos chamarão ministros de nosso Deus; comereis a riqueza dos gentios, e na sua glória vos gloriareis.
Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; e em lugar da afronta exultareis na vossa parte; por isso na sua terra possuirão o dobro, e terão perpétua alegria. Porque eu, o Senhor, amo o juízo, odeio o que foi roubado oferecido em holocausto; portanto, firmarei em verdade a sua obra; e farei uma aliança eterna com eles.
E a sua posteridade será conhecida entre os gentios, e os seus descendentes no meio dos povos; todos quantos os virem os conhecerão, como descendência bendita do Senhor.
Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante sacerdotal, e como a noiva que se enfeita com as suas jóias.
Porque, como a terra produz os seus renovos, e como o jardim faz brotar o que nele se semeia, assim o Senhor DEUS fará brotar a justiça e o louvor para todas as nações”

Isaías 61:1-11

Esta profecia se referia ao ministério de Jesus, tanto que Ele mesmo diz isso (Lucas 4.21) e o que me chama a atenção é que este texto, descreve a missão de Jesus.
Jesus veio ao mundo para todas estas coisas que estão escritas aí em cima. A partir desta missão eu quero falar para aqueles que se encontram em alguma dessas situações dos versículos de 1 a 3.

Em primeiro lugar, se você está passando por algum destes tormentos (tristeza, angústia, prisão, luto, etc) Jesus veio ao mundo, sofreu, morreu e ressuscitou para trazer boas novas a você.
Trazer boas novas é sinônimo de esperança, por que para que traríamos boas notícias se as coisas boas ainda não aconteceram?
Prosseguindo o texto, vemos que mais do que boas notícias, Jesus veio para restaurar, livrar, libertar, alegrar e etc, mas tudo isso com um objetivo determinado: que sejamos chamados carvalhos de justiça para a glória dEle.
O uso da palavra carvalho neste texto me chama a atenção.

Reza a lenda que quando os estudiosos querem saber por quais desastres naturais uma floresta passou, eles utilizam o carvalho para este fim, visto que o mesmo é capaz de resistir a muitos intempéries, fortalecendo-se a cada um.

Trazendo para nossas vidas, podemos traduzir esse texto como: Jesus veio me encher de esperança, para que todo o mal que me sobrevenha Ele me livre ou me liberte, de tal modo que a minha fortaleza sirva como forma de engrandecer o nome de Deus.

Simples né?

Ah… E para aqueles que já são carvalhos frondosos e resistentes, fica o seguinte versículo:

Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;”

Efésios 5:1

Entenderam ou preciso explicar?

Deus abençoe a todos!!!

We are a family 4

Continuando a série sobre família…
Já falei sobre hierarquia familiar e sobre reconhecer as características mais marcantes dos familiares. Agora tenho que dizer sobre conhecê-los efetivamente.
Como eu disse no post anterior, usando minha familia como exemplo, tive muitos problemas de relacionamento por causa da imagem ultrapassada que meus familiares tinham a meu respeito. Porém, não foi apenas isso que deixou o relacionamento quase insuportável.
Quando eu separo a idéia de conhecer aos próprios familiares, delimito dois pontos para conhecimento. Com isso, eu quero ressaltar que não adianta conhecermos as características de uma pessoa, temos que conhecer as necessidades delas. Mesmo que uma família compreenda bem as características de cada um, o relacionamento pode continuar terrível caso as pessoas não consigam identificar suas necessidades.
Conhecer as características de alguém, é uma forma de manter a coesão e a coerência do ambiente familiar. Conhecer as necessidades desse mesmo alguém, é manter a união, a unidade e o companheirismo.
Por muitas vezes eu vi esses conhecimentos conflitarem entre si. O exemplo mais adequado a esta situação está em uma irmã que tenho. Uma característica muito marcante nela é o individualismo. Em contrapartida, a maior necessidade dela é o afeto. Coisas que podem num primeiro momento serem até contraditórias, mas que ao passar do tempo percebemos que não são bem assim.
O grande problema que vejo nesta situação (e posso falar que isso é aplicável não apenas ao relacionamento familiar) é que as pessoas tem a tendência de não observar a necessidade do outro, por se contentarem apenas com a imagem externa e superficial que ele demonstra.
Conhecer as principais necessidades de alguém não é fácil, principalmente quando existe um laço familiar. Não sei se vocês repararam, mas, em geral, temos um enorme preconceito com nossos familiares. Isto tudo é culpa do que disse no item anterior. Porém, se não mudarmos aquele conceito, não teremos a mente aberta para nos atentarmos a este.
Talvez agora, finalmente esta série de posts comece a fazer sentido.
Podemos fazer uma gradação dos passos para uma mudança familiar desta forma:
– Conheça a si mesmo;
– Compreenda a autoridade e responsabilidade de cada membro da família;
– Reconheça as qualidades de cada membro da família;
– Conheça as necessidade de cada um.
Semana que vem eu falo sobre o último item…

We are a family 3

Relembrando o primeiro post sobre família.

“O terceiro ponto importantíssimo é identificar o papel de cada membro da família no convívio de todos. Tem aquele que é responsável pelo pensamento racional, outro pelas brincadeiras, outro é aquele que tem a capacidade de te irritar instantaneamente e por aí vai. Este conhecimento é fundamental para a gestão de crises.

Como a família é uma célula pequena, duas pessoas apoiando a mesma idéia já se tornam maioria e com um poder de influência maior, então, se estamos numa crise emocional, escolha se aproximar do elemento racional de sua família, assim as outras pessoas penderão a acompanhá-los e acharão uma solução mais rápida para essa crise.”

Este conhecimento sobre o papel de cada um é bem genérico. Trata-se apenas de reconhecer as características mais marcantes de uma pessoa.
Sabe quando você olha pra uma pessoa e sente paz? Ou quando você olha pra uma pessoa e acredita que ela tenha resposta pra tudo?
É disso que eu estou falando. Dessas características que saltam aos olhos.
Talvez você me diga que isso é muito óbvio, porém, hoje eu vejo que a maioria dos integrantes da família, vivem de imagens do passado.
Vou exemplificar usando minha família:
Eu fui muito intempestivo durante minha adolescência, completamente colérico e explosivo. Eu era tão nervoso e inconsequente, que era chamado na escola de bactéria desenvolvida, pois era muito pequeno e conseguia bater até nos caras conhecidos como brigões na escola. Cheguei ao cúmulo de quebrar o braço em uma briga.
Com o passar do tempo, comecei a controlar meus impulsos, passei a ser mais concentrado, mais tranquilo, tento tanto manter meu tom de voz indiferente que alguns amigos falam que eu não tenho sentimentos.
Durante muito tempo, minha família continuou me olhando como se eu fosse o mesmo moleque inconsequente de 16 anos atrás e isso gerava muitos conflitos.

As vezes temos que olhar como se fôssemos de fora da família para enxergar como realmente nossos familiares são.

Quando realmente conseguirmos identificar essas características de nossos familiares, iremos aprender como duas pessoas apoiando uma idéia serão influência para todos os outros.

Se o 5 fosse o 1…

Perdoem-me por hoje, mas a mensagem será curta e objetiva. Estou preparando um estudo mais detalhado pras próximas semanas, mas nesta estou um tanto quanto sem tempo.
Tu, Senhor, permaneces eternamente, e o teu trono subsiste de geração em geração.
Por que te esquecerias de nós para sempre? Por que nos desampararias por tanto tempo?
Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes.

Lamentações 5. 19-21

Gosto destes versículos por alguns motivos:
1 – Foi escrito por um profeta que estava vivendo a pior fase da história de Israel, sendo conhecido como profeta das lágrimas, ou profeta chorão;
2 – Está no final de um livro que não passa de uma transcrição dos lamentos das mulheres de Israel;
3 – Reconhece que Deus é imutável, e;
4 – Reconhece que a causa da tribulação do povo de Israel é o próprio povo.
Muitos de nós temos vivido por dias de lamentações e por diversas vezes culpamos a Deus pelo nosso sofrimento, porém, esquecemos de olhar para como está nossa vida espiritual.
Acredito eu que se o povo de Israel tivesse feito a oração do capítulo 5, o livro não teria 4 capítulos de lamentações.
Se a conversão vier primeiro, com certeza a lamentação não virá depois…

We are a family 2

Continuando o post de semana passada…

Anteriormente eu falei sobre 5 coisas básicas que temos que saber para começarmos a agir com o objetivo de transformar a nossa família.
Devido a complexidade do assunto, decidi que para cada um dos 5 pontos citados (exceto o 1º) eu irei escrever dois posts exclusivos sobre eles, no primeiro descreverei de forma um pouco mais detalhada o que você deve ter em mente sobre esses pontos e no segundo post citarei algumas ações que podem ser tomadas com base nos conhecimentos divulgados aqui.

Sobre o primeiro ponto eu não vou escrever um post específico, como eu disse anteriormente, o blog inteiro tem como objetivo o auto-conhecimento (o que é completamente diferente de auto-suficiência).

Então, vamos para a segunda coisa importante que se deve saber para transformar sua família.

A família é a célula básica da sociedade, desmantelá-la, desconfigurá-la, enfraquecê-la é a forma mais simples de destruir toda uma sociedade, uma etnia, uma nação, um país, o mundo humano, etc. E falar sobre convivência familiar, pontuando sobre hierarquia familiar, é necessário em um mundo dominado pelos extremos é colocar a mão à palmatória, mas acredito que tem que ser dito.

Abro um parêntese aqui: Tudo que eu vou escrever a partir de agora será de forma geral, tentando abrangir a forma mais simples e comum do ambiente familiar, considero sempre que existem exceções, porém não irei me ater a elas, caso você sinta a necessidade de ajuda para transpor estes conceitos a sua realidade, pode entrar em contato comigo que eu tentarei ajudá-lo.

Esta célula deve ser composta, em sua forma mais básica, por marido e mulher e posteriormente filho, ou filhos (indiferente se são co-sanguíneos ou adotados). Existem muitas variações na constituição da família e cada uma delas mereceria destaque, porém não vou detalhar cada vertente familiar existente (avós, primos, agregados, etc).

Apresentarei minhas observações de ordem inversa ao aparecimento na família, classificando na forma de uma pirâmide, onde quanto mais elevado o posto, maior a autoridade e responsabilidade. O objetivo dessa inversão vocês entenderão ao final.

Na base da pirâmide hierárquica familiar estão os filhos, que devem ser instruídos a se respeitarem mutuamente, devendo observar a diferença de idade, até que a mesma não faça diferença. O respeito deve ser igualitário, porém cabe aos mais velhos maiores responsabilidades e por consequência, maior autoridade.

Obviamente, podemos ter outros referenciais para consolidarmos essa hierarquia, contudo, a regra da responsabilidade deve ser mantida: Quanto maior a responsabilidade, maior a autoridade. Com o passar do tempo, as responsabilidades devem ser divididas e os irmãos serem postos em posição igualitária, de forma que não haja autoridade de um sobre o outro, mas sim autonomia individual e companheirismo entre eles.

Os filhos devem reconhecer a autoridade dos pais e respeitá-los incondicionalmente. Não importa se seus pais não prestam, eles foram responsáveis pelo seu nascimento e você deve ter respeito pelos mesmos. Afrontas, agressões verbais ou físicas jamais devem partir dos filhos.

Os pais, como conjunto, devem assumir a responsabilidade sobre os filhos, e a principal forma é “não apenas entregar-lhes o peixe, mas ensinando-os a pescarem”. A autoridade dos pais consiste basicamente em tomar decisões pelos filhos enquanto eles não tiverem idoneidade para isso e orientá-los nas decisões posteriores. O comprometimento dos pais na educação pessoal dos filhos deve ser a maior responsabilidade dos mesmos e esta não está relacionado a levar o filho a escola. Está na educação “de berço”, aquela responsável por definir o caráter dos filhos. O que você acha de consolidar os dois parágrafos? A autoridade exercida sobre a vida do filho já começa do berço. Então eles descidem as coisas desde o momento que os filhos são bebês.

Ouso dizer que o maior défict de educação no Brasil não é aquela que os governantes nos negligenciam, mas sim aquelas que nossos pais nos negaram.

Entre os pais, a regra responsabilidade/autoridade deve ser respeitada, porém com uma ressalva: a autoridade dos dois não devem conflitar entre si, mas devem ser somadas, de forma que nenhum dos dois retire a autoridade do outro. Um exemplo clássico: o filho pede algo a mãe, ao ver seu pedido negado por ela, o filho se dirige ao pai que lhe concede o pedido.

Tentei sintetizar e simplificar o mecanismo funcional de uma família, porém ela é algo muito mais complexo que eu posso descrever aqui.

Estes são os conhecimentos básicos sobre a hierarquia familiar. Como não sou casado, me reservo ao direito de não falar sobre hierarquia dentro do conjunto marido/mulher, embora tenha feito muitas observações e pesquisas durante toda minha vida, esperarei até ter alguns anos de casado para que possa falar sobre esse conjunto separadamente (talvez alguém queira fazer um post sobre este assunto em especial, estou aberto a sugestões).

Voltarei neste assunto em quatro semanas, enquanto isso, vocês terão mais três itens de conhecimento para acumular.

Até breve…