Epístolas Universais

Epístolas Universais

Quais são? Quem as escreveu? Para quem foram escritas? Quais ensinamentos contém? Tudo isso e muito mais na escola dominical…

Epístolas Universais são cartas destinadas a toda comunidade cristã espalhada pelo mundo. Diferentemente das Cartas Paulinas que foram direcionadas as igrejas as quais ele havia passado. As epístolas universais se tornaram como circulares que passavam de igreja em igreja a fim de aperfeiçoar os cristãos na fé.
Tais epístolas são: Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João e Judas.

Já falamos sobre Hebreus, então vamos prosseguir diretamente para Tiago.

A epístola de Tiago é marcante pois seu autor utiliza-se de métodos bem práticos para exortar aos cristãos como se deve portar perante a sociedade e a igreja. Mesmo citando o nome de Jesus apenas duas vezes em todo o texto, Tiago transcreve os ensinos de Jesus com muita clareza, admoestando ao povo sobre diversas coisas como: amor fraternal, o produto da fé, o refrear a língua, o verdadeiro significado da sabedoria, a diferença entre mundo e igreja, fofoca, ansiedade, enriquecimento ilícito e paciência.
O Autor, segundo a tradição cristã, é Tiago, irmão de Judas, filho de Maria. Seu escrito demonstra grande conhecimento semítico e um domínio incomum no idioma helenístico, utilizando-se de métodos de grandes mestres judeus para escrever um texto em perfeito grego.

O autor das epístolas de Pedro dispensa comentário, Pedro é simplesmente o discípulo mais conhecido dos doze. O conteúdo da carta é apresentado de uma forma muito literária, com um grande domínio desta forma de escrita, por isso, acredita-se que Silas (Silvano) tenho feito uma transcrição dos ensinos de Pedro a pedido deste. As duas cartas possuem o mesmo objetivo que é exortar o povo a viver uma vida cristã, porém elas diferem sobre sua aplicação. Enquanto na primeira, Pedro se preocupa em aconselhar o povo no viver cristão, na segunda ele se preocupa em mostrar os perigos que nos rondam e como nos defender deles.
A 1ª carta de Pedro versa sobre os seguintes assuntos: A nova esperança oriunda da regeneração; Conselhos e recomendações; exortação a vida cristã exemplar e conselho aos anciãos e aos jovens.
A 2ª carta trata os seguintes temas: as consequências de se conhecer a Deus; a palavra profética; falsos mestres; justiça divina; características de falsos profetas; a certeza da volta de Jesus e exortações a fidelidade.

Assim como as epístolas de Pedro, o autor das Epístolas de João dispensa comentários. João é o apóstolo do amor. O objetivo de João aos escrever suas cartas é o de proteger a pureza dos ensinos de Jesus, para isto, em sua primeira epístola ele usa o recurso da redundância (não entenda como pleonasmo), pois ele utiliza-se das três sessões que se divide seu sermão para reforçar uma ideia principal. Qual ideia seria essa? O verbo da vida.
João repete de forma resumida o início de seu evangelho, apresentando a Jesus como Deus e o próprio verbo da criação. Partindo desta verdade, João discorre sobre as características de Deus e nossa realidade perante elas.
A segunda epístola de João nos incita a permanecermos na luz e a ter cuidado com os enganadores.
A terceira é a mais prática de todas e nela João é direto ao elogiar a Gaio e Demétrio e a demonstrar a fraqueza de caráter de Diotrefes.

Juntamente com Obadias, a epístola de Judas encontra-se entre os livros mais desconhecidos da bíblia. Porém, demonstra o caráter de um servo que não teme confrontar falsos mestres. Judas foi irmão de Tiago, o mesmo Tiago conhecido como o Grande e autor da epístola. Ele inicia sua carta de forma imperativa, informando que ao cristão é obrigatório lutar pela sua fé e que a punição para os ímpios é real e provinda de Deus. De forma até rude ele alerta quanto aos falsos profetas, descrevendo a punição que lhes é devida e nos incitando a tentar salvar aqueles que estão a ser influenciados por estes.

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Os Hebreus

Epístola aos Hebreus

O livro dedicado aos hebreus é sem dúvidas um dos mais bem escritos e estruturado de toda a Bíblia. Para quem conhece a minha forma de aplicação da Palavra de Deus, sabe que ele sem dúvidas é fundamental.
Mas o que em Hebreus é tão importante?
Antes de responder a essa pergunta, vamos descrever algumas informações sobre ele:
– Ele não foi redigido no gênero epistolar, embora assim seja classificado. Para que ele fosse, seria necessário ter apresentação formal do autor e indicação de destinatário. A única coisa que o classifica no gênero é a presença de um epílogo.
– Seu caráter é exortativo. O autor aos Hebreus a todo instante quer exortar aos seus leitores sobre as dificuldades e as armadilhas do viver.
– O livro discorre por toda a Bíblia, apresentando a Jesus como o sentido de todo o Antigo Testamento e a definição do Novo.

O escritor aos Hebreus demonstrou ser um profundo conhecedor da Palavra e compreendedor de todo o plano de salvação iniciado no Éden. Assim como João, ele destaca que Cristo estava com Deus e era Deus no princípio. A partir dessa apresentação ele faz um paralelo entre a representatividade de Jesus perante toda a realidade que o povo hebreu viveu. A cada instante em que ele esclarecia o plano divino, ele também exortava aos cristãos sobre o proceder correto daquele que escolheu seguir a Cristo.
Entre os paralelos apresentados, se destacam:
– O sacerdócio levítico x o sacerdócio de Jesus
– Os sacrifícios da primeira aliança x o sacrifício de Jesus
– As obras x a fé

O livro aos Hebreus é tão diferente de todos os outros, que não é possível saber a quem foi endereçado, ou qual igreja o recebeu primeiro. Sabe-se somente que Timóteo estava preso e que o autor presenciou sua libertação. Contudo a revelação apresentada no livro é uma clara evidência de sua inspiração e importância para o proceder cristão.

Então, está respondida a pergunta?

Epístolas Pastorais Paulinas

Epístolas Pastorais

Dentre as epístolas paulinas, existem algumas que se diferem das outras, por seus conteúdos serem direcionados a uma única pessoa ao invéz de oferecerem subsídio teológico para a comunidade cristã.
Estas epístolas são: 1º e 2º Timóteo, Tito e Filemom.

Tais epístolas sofreram muitos questionamentos sobre sua veracidade e aceitação no cânon do novo testamento, as prováveis razões para isso são:
– Falta de informações históricas: Quando Paulo esteve em Creta? De onde Paulo as escreveu? Como encaixá-las em Atos?
– Divergências eclesiásticas: Desinteresse no governo eclesiástico; o uso flexível dos termos bispos e presbíteros.
– Divergências liguísticas: vocabulário diferente do usado por Paulo em suas outras cartas.

Conteúdo das cartas pastorais.

Timóteo

Sendo Timóteo um jovem a quem Paulo se afeiçoou muito quando esteve em Listra, Paulo passou a contar com a sua ajuda durante praticamente todo seu ministério. Vislumbrando o crescimento pastoral de Timóteo na comunidade cristã, Paulo escreveu a primeira carta com o intuito de instruí-lo sobre a organização da instituição igreja e a respeito de normas de vida e conduta cristã.
A segunda carta de Paulo demonstra a perocupação do apóstolo com a vida espiritual de seu liderado, assim como prevê diversas condutas contrárias ao evangelho que podem se instaurar na igreja e como combatê-las.

Tito

Tito converteu-se ao cristianismo durante a passagem de Paulo em Antioquia e como seu seguidor, foi incubido de organizar algumas igrejas como as de Corinto, Creta e Dalmácia.
Esteve junto a Paulo durante a reunião dos apóstolos, embora não seja citado em Atos.
Tito se relaciona com Timóteo em conteúdo, porém acrescenta-se a preocupação com a aplicação e manutenção do evangelho, instruções sobre justificação e salvação pela graça, assim como a ação transformadora do Espírito Santo.

Filemom

Filemom era um homem rico que se converteu ao cristianismo. Ele possuía um escravo chamado Onésimo que fugiu e durante sua fuga converteu-se ao cristianismo.
Esta carta é diferente de todas as outras, sejam elas as instrucionais ou pastorais, pois ela possui um único objetivo: apresentar Onésimo como um irmão em Cristo, arrependido por sua fuga e disposto a sofrer o castigo referente a sua fuga.
Contudo, Paulo intercede pelo escravo usando a lei do amor para que ambos se considerem irmãos em Cristo, ao invés de senhor e escravo.

O que é Louvor?

 

Para quem viveu nas décadas de 80 e 90, Louvor era um grupo de música gospel que tinha músicas revolucionárias para a época, mas não é disso que estou falando…

De onde vem essa expressão “Louvor” que por tantas vezes é citada na Bíblia?

Segundo o dicionário:
louvor
substantivo masculino
1. ato ou efeito de louvar(-se).
2. celebração ou manifestação honrosa; homenagem, louvação.

louvar
verbo
1. transitivo direto e pronominal
enaltecer (alguém ou a si próprio) com palavras; dirigir louvores a; elogiar(-se).
2. transitivo direto e pronominal declarar(-se) digno de aprovação, aplauso; aprovar(-se).

Podemos dizer então que louvor é exaltar a ação de alguém.
Como cristãos, dedicamos nosso louvor a Deus, mas como estamos falando de música, surgem duas perguntas:
“Todo louvor a Deus é em formato de música?” e “Toda música cristã é em louvor a Deus?”
Posso dizer com certeza que a resposta para as duas perguntas é a mesma: “NÃO!”
Acredito que a primeira todo mundo acerta, mas muitos se confundem com a segunda.
O louvor é uma ação, ou consequência de uma atitude que engrandece ou presta homenagem a ação de outrem, desta forma, podemos dizer que louvar a Deus não é simplesmente chegar ao altar de um templo e cantar, ou tocar um instrumento musical. Você pode passar sua vida inteira fazendo isso sem nunca ter louvado a Deus realmente. Se em sua oração você engrandece a Deus, se em suas ações as pessoas reconhecem a Cristo e a salvação que Ele nos deu, você está louvando a Deus. Se a música que você canta, exalta aquilo que Deus fez, então você está louvando a Ele através da música.
Quanto a outra pergunta, temos que examinar sua letra, pois a verdadeira mensagem dela estará descrita ali. Podemos seguir a mesma lógica da resposta a pergunta anterior, a música exalta os feitos de Deus? Se sim, ela é um louvor, se não, ela não é um louvor.
Mas, se a música cristã não é um louvor, o que mais ela pode ser?
A resposta será dada na próxima lição.

Os atos de Atos

O último texto apresentou a construção do livro de Atos, apresentando a motivação do autor e a forma como foi estruturada a narrativa. Hoje vamos falar sobre as histórias contidas no livro, porém, não irei discorrer sobre cada história e como aconteceu aqui no blog, apenas farei algumas citações e as contarei na Escola Dominical. Perdão a quem apenas lê este blog, mas garanto que valerá a pena ler as histórias por si mesmos.
Lembrando que o livro pode ser dividido em três partes e cada parte é definida por um acontecimento, não deixarei de citá-los aqui.
Toda estrutura de Atos é baseada no versículo oito do capítulo um: “… ser-me-ei testemunhas, tanto em Jerusalém, quanto em toda Judeia e Samaria e até aos confins da Terra…”.
Então, a marca do início da pregação em Jerusalém é o dia de Pentecostes, onde Pedro se levanta revestidos de autoridade e prega para quase 3 mil pessoas que se convertem e são batizados.
Após este fato, se seguiu:
– A cura do coxo na porta do templo;
– Pedro explica o que aconteceu;
– Pedro e João são presos e em seu julgamento são ordenados a não falarem mais de Jesus – Neste momento Pedro diz que mais vale obedecer a Deus que aos homens.
– O modo de vida dos cristãos – Ananias e Safira;
– Novamente os apóstolos são presos e Gamaliel apresenta sua tese.
– É instituída a diaconia.
Um dos mais notáveis diáconos é morto apedrejado – Estevão – iniciando a perseguição aos cristãos e dispensando-os pela Judeia e Samaria.
– Filipe inicia seu trabalho missionário em Samaria, Pedro e João vão visitá-lo e Filipe é enviado ao deserto para pregar ao Eunuco.
– Saulo se converte, inicia seu ministério em Damasco e é levado a Jerusalém, onde é defendido por Barnabé.
O início da pregação do evangelho “até aos confins da terra” inicia-se quando Pedro tem uma visão e é levado perante Cornélio. Este, um centurião romano, que estava curioso para conhecer a pregação do evangelho. Ao receber a Pedro e ouvir a mensagem, Cornélio e todos seus servos receberam o batismo com Espírito Santo, sendo posteriormente batizados nas águas.
– Herodes mata a Tiago irmão de João e prende a Pedro que é milagrosamente solto.
– Barnabé e Saulo são separados para missões.
– Primeira viagem missionária de Paulo.
– A discussão sobre a circuncisão dos gentios e o parecer de Tiago (irmão de Jesus).
– Segunda viagem missionária de Paulo – a separação entre ele e Barnabé.
– Terceira viagem missionária de Paulo – Paulo e Apolo
– Paulo em Jerusalém, sua prisão, defesa e apelo a julgamento por César.
– Paulo perante Felix, Festo e Agripa – momento em que Paulo seria solto se não tivesse apelado a César.
– Viagem de Paulo a Roma, o Naufrágio, a ilha de Malta e a prisão domiciliar.

As atividades dos enviados.

 

Hoje falaremos um pouco sobre o livro dos Atos dos Apóstolos, na verdade, teremos duas lições a respeito. A primeira será focada no contexto e numa visão mais técnica sobre o livro, a segunda terá seu foco no conteúdo do mesmo.
Diferentemente da maioria dos livros do Antigo Testamento que contam uma narrativa sequêncial (Pentateuco, Josué, Juízes, etc) no Novo Testamento, apenas Atos é a continuação de outro livro, o Evangelho segundo São Lucas.
Considerando que ambos os livros foram escritos por Lucas e endereçados a Teófilo, podemos concluir que este livro também foi escrito com foco para os cristãos não judeus.
Seu objetivo ao escrever este livro é divulgar e documentar a expansão do evangelho nos primóridos da igreja e ao contrário do que o nome diz, a menor parte deste livro encarrega-se de mostrar “os doze”, porém é mostrado com mais afinco os trabalhos de Pedro e principalmente Paulo, na divulgação do evangelho. De certa forma, a realidade do conteúdo de Atos se difere de seu título devido ao enorme foco em um apóstolo que nem mesmo era um dos “doze”, talvez seja por isso que nem mesmo na introdução e apresentação deste tratado, Lucas tenha se referido a ele como atos dos apóstolos, tendo o mesmo recebido este nome dos membros da igreja primitiva.
O livro é rico em detalhes e escrito com muita qualidade técnica. A narrativa alterna entre escrita em terceira pessoa e primeira pessoa do plural, visto que além de historiador, Lucas vivenciou diversos momentos da história narrada.
Podemos dividir a narrativa de Atos em três partes:
1 – A pregação do evangelho em Jerusalém: Esta parte narra a ascenção de Cristo, a organização inicial da igreja, o pentecostes, a vida dos cristãos e termina com a morte de Estevão.
2 – A pregação do evangelho na Judéia e Samaria – Com a morte de Estevão, a igreja começou a ser perseguida, sendo obrigada a expandir sua área de atuação, esta parte do texto descreve o início das atividades de Pedro e Filipe.
3 – Até aos confins da terra – Iniciando com a conversão de Paulo, que passa a ser o personagem principal do livro, a história começa a centrar-se na pregação do evangelho para os gentios não judeus, sendo que as principais incursões narradas neste contexto são as viagens missionárias de Paulo.

O Evangelho segundo São João

Como vimos anteriormente, os três primeiros evangelhos são chamados de sinópticos, porém o evangelho de João não se enquadra nessa classificação.
A primeira diferença entre João e os sinópticos está na forma como Jesus é apresentado. Neste, Ele é apresentado desde o começo como “o cordeiro de Deus”, sua divindade é atestada desde o sempre, enquanto nos outros, existe uma gradação da revelação divina de Jesus para com o povo.
Outro ponto único de João é que ele foi endereçado a todo o mundo e não a determinado povo, em determinada região.
Cerca de 92% do conteúdo de João é único, contudo, suas narrativas coincidem com o contexto apresentado nos outros evangelhos.
João tem por objetivo encorajar a fé e revelar toda a divindade de Cristo, apresentando a salvação a todo o que crê.
O autor é reconhecido como um autêntico judeu, profundamente religioso e conhecedor das tradições e ansiedades do seu povo, que ao encontrar Jesus o reconheceu indubitavelmente como o Messias esperado. João era conhecido por ser o “discípulo” amado. Aquele que se reclinava ao ombro de Jesus na ceia e aquele a quem Jesus deu a incumbência de cuidar de Maria, sua mãe. Tendo escrito este livro cerca de 30 anos depois dos outros evangelhos.
Este evangelho, não é uma narrativa bibliográfica sobre Jesus, ele basicamente é uma transcriação dos ensinos do mestre e seu escritor não tem vergonha nenhuma de acrescentar aos ensinos de Jesus o quanto eles o afetaram, sendo em alguns casos, difícil de separar o que é um discurso de Jesus, do que é o sentimento de João sobre isso.
João tem a preocupação de frisar os locais onde aconteceram os fatos e diferentemente dos sinópticos, que narram o ministério de Jesus na região da Galileia, João tem seu enfoque maior em Jerusalém, correlacionando o ministérios de Jesus com as grandes festas judaicas. Esta correlação, assim como o simbolismo, as referências ao Antigo Testamento e as referências a cultura humana, transformam este livro em uma fantástica obra literária, que de uma forma intimista, nos faz sentir mais próximos a Deus, que se fez carne na pessoa de seu filho, para nos salvar e nos ensinar a viver segundo sua palavra.

Os evangelhos sinópticos

Os livros de Mateus, Marcos e Lucas são chamados de evangelhos sinópticos. Para compreender o que isso representa, temos que entender o que significa evangelho e o que significa sinóptico.

Evangelho, segundo sua origem grega, significa “boas notícias”. Desta feita, podemos compreender que a vida de Jesus é a principal boa notícia para a fé cristã.

Para o termo sinóptico, segue a definição do dicionário:

si·nóp·ti·co
(grego sunoptikós, -ê, -ón)
adjetivo
1. Relativo a sinopse.
2. Que permite analisar de vez o conjunto de uma ciência ou doutrina.
3. Que apresenta um resumo ou uma síntese (ex.: quadro sinóptico). = RESUMIDO

Analisando os evangelhos chamados sinópticos, podemos concluir que este adjetivo é atribuído a eles por dois motivos:

1º – Individualmente, são livros sintetizados (resumidos) que contam a história de Jesus;
2º – Coletivamente, são livros que usam de paralelismo e semelhança para que uma história seja contada por pontos de vista diferentes.

Estes três evangelhos foram escritos no período entre 60 d.C. e 95 d.C, sendo Marcos o primeiro a ser escrito e Lucas não sendo possível definir com exatidão sua data.

No Evangelho segundo são Mateus, Jesus é apresentado como “o Messias”, o grande intérprete das escrituras, aquele em quem se cumpriam todas as profecias messiânicas. Seu autor era um dos 12 e, devido a sua proximidade com Cristo, acredita-se que tenha escrito este evangelho com o intuito de instruir aos novos convertidos acerca de Jesus Cristo, sendo por isso chamado de “o Evangelho da Igreja”.

O Evangelho segundo são Marcos provavelmente foi escrito fora da palestina, com o intuito de instruir aos gentios sobre a salvação encontrada em Cristo. Seu autor, era discípulo de Pedro, por isto este evangelho apresenta características narrativas muito próximas as encontradas nos discursos de Pedro. Neste evangelho, Jesus é apresentado como Senhor e Salvador, mas seu ministério é apresentado de forma gradativa, apresentando a cada oportunidade, uma faceta da onipotência de Jesus.

O Evangelho segundo são Lucas apresenta Jesus como o “Filho do Altíssimo” apresentando todas as evidências históricas e detalhes sobre o contexto em que se comprovava a veracidade da natureza divina de Cristo. Seu autor era um conhecido médico e historiador que devido a seu grau de instrução, redigiu o evangelho mais técnico dos quatro. Por Lucas ser companheiro de Paulo em suas viagens, não é possível definir exatamente em qual lugar este livro foi escrito, mas devido ao destinatário do mesmo ser conhecido, podemos concluir que este livro foi escrito para cristãos não judeus.

Louvor e adoração – O que é música?

O que é música?

Tecnicamente, podemos dizer que a música é a sucessão de sons e silêncios, de forma limitada e ordenada criando padrões organizacionais chamados de melodia, harmonia e ritmo de forma a transmitir ideias e sensações.

Não se sabe quando a humanidade iniciou a utilizar este recurso, contudo acredita-se que a música seja anterior a própria fala, sendo utilizada para comunicação entre os povos mais primitivos.

Quem inventou a música?

A música foi inventada por Deus e foi um dos atributos passados ao ser humano no momento em que fomos criados a imagem e semelhança dEle.

A música é uma forma de expressão

O principal objetivo da música é transmitir uma ideia e nenhum outro método de transmissão de pensamento funciona tão bem quanto. Mesmo uma música instrumental, tem a capacidade de fazê-lo. Se escutarmos as chamadas músicas clássicas, sentiremos o que o autor quis transmitir, mesmo sem falar palavra alguma. Transcendendo limites como idiomas e cultura.

O perigo da música

Sendo um importante instrumento de transmissão e internalização de ideias, a música também pode ser usada para nos desvirtuar das coisas saudáveis, causando danos comportamentais, sociais, relacionais e etc.
Por isso, temos que ter muito cuidado com o que ouvimos para que não sejamos destruídos por isso.

Música sacra

Desde seus primóridos, a música está associada a religião, praticamente toda religião possui suas músicas para seus ritos. A música sacra na Bíblia é apresentada desde o início do povo de Israel, sendo descritos os instrumentos utilizados e por diversas vezes até mesmo suas letras estão descritas, quer um exemplo? Todo o livro dos Salmos.
O termo música sacra foi utilizado pela primeira vez na Idade Média, período em que a religião foi monopolizada, desta forma até a música havia sido institucionalizada, tornando sacro apenas os cantos gregorianos cantados em latim pelos monges católicos.
A reforma protestante também serviu para revolucionar a música cristã, pois Lutero, que era um amante da música, fazia uso dela para transmitir ensinamentos bíblicos.
Desta forma a música sacra passou a ser feita não somente para Deus mas também sobre Deus, se tornando uma incrível arma para evangelismo e ensino. Deixando de ser uma coisa exclusiva dos monges e passando para toda a comunidade cristã, adotando a alcunha de música congregacional.

A divisão do Novo Testamento

A divisão do Novo Testamento

Durante os primeiros séculos do Cristianismo, o Antigo Testamento foi considerado como a única Bíblia, sendo a base de toda a pregação evangelística na época. Devemos considerar que Cristo em nenhum momento revogou os princípios e os ensinamentos do Antigo Testamento, em sua vida Ele nos ensinou sobre o que significavam aqueles ritos nos dando uma visão mais intimista do AT.
Contudo, a crescente igreja cristã compreendia que em Jesus “as coisas velhas se passaram e eis que tudo se fazia novo” (2 Co 5.17) e dentro desta “nova realidade”, por muitas vezes os cristãos entravam em conflito por não compreenderem corretamente os ensinos de Jesus (vide o caso de 1 Co 3.4). Criando-se uma necessidade de cartas normativas, que assim como as parábolas de Cristo, pudessem transcender a história e traduzir seus ensinos para as particularidades de cada grupo de cristão.
A igreja primitiva começou a fazer uso destes 27 livros como base para seus ensinos, principalmente pela credibilidade de seus autores e conteúdo, que em sua maioria absoluta atestavam a Cristo como Filho de Deus e que nele se cumpriam as antigas profecias messiânicas do povo de Israel.
Desta feita, a Igreja compreendeu que deveria canonizar as provas do cumprimento da principal profecia divina, chamando a todas as escrituras anteriores a vinda de Cristo de Antigo Testamento e, reconhecendo a inspiração divina destes 27 livros, os chamou de Novo Testamento.
O processo de catalogação e canonização do NT durou até o século V.
Os livros do Novo Testamento foram organizados baseados em temas e autores, transmitindo a ideia de gradação, iniciada com a manifestação de Deus na terra por meio de Jesus Cristo (Evangelhos), passando pela história e consolidação do seu reino na terra (História e epístolas) até o fim dos tempos (Apocalipse).
Sua divisão temática pode ser apresentada da seguinte maneira:
– Evangelhos, divididos em:
* Evangelhos sinóticos: Mateus, Marcos e Lucas
* Evangelho de João
– História:
* Atos dos Apóstolos
– Epístolas:
* Epístolas Paulinas: Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemom
* Epístola aos Hebreus
* Epístolas Universais: Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João e Judas
– Escatológico: Apocalipse