O Novo Testamento – o mundo que recebeu a Jesus

O Novo Testamento – o mundo que recebeu a Jesus

 

Para compreendermos a real situação do mundo quando Jesus nasceu, temos que voltar nosso entendimento para tempos por volta de 335 a.C. Época em que os gregos estavam em pleno desenvolvimento político e social.

Os gregos eram uma porção de tribos que ao longo do tempo criaram as cidades-estados (as mais conhecidas são Tebas, Atenas e Esparta), contudo, essas cidades-estados por serem independentes sempre entravam em guerra.

Felipe II iniciou um processo de unificação dessas cidades e quando veio a falecer, seu filho, Alexandre Magno, também conhecido como “o grande”, que era um excelente general continuou o trabalho de conquista e expansão do império grego, abrangendo toda península balcânica (Peloponeso) e se estendendo até a Índia, passando pela Palestina e Síria.

Os gregos ao controlarem um lugar, instituíam um idioma comum o Koinê (este idioma passou a ser o principal idioma dos escritos do novo testamento) e mantinham uma política de respeito aos costumes e religião dos povos dominados.

Em 323 A.C. Alexandre morre e seu reino passa a ser dividido entre várias dinastias (Lágidas, Ptolomeus e Seleucidas, por exemplo), contudo, o poder de seus sucessores enfraqueceu e com isso foram instauradas políticas de repressão aos costumes e a religião dos locais dominados. Assim, iniciaram-se guerras entre os Ptolomeus e os Seleucidas (dinastias que dominavam o Egito e a Síria respectivamente) pela Palestina. Na parte europeia do reino, Roma aproveitava-se do enfraquecimento político e das guerras e começava a sobrepujar o império grego. Assim, depois de praticamente dois séculos de lutas e agitação política, o povo de Israel já havia perdido sua soberania e identidade como uma nação, facilitando que em 63 A.C. Jerusalém fosse tomada por Pompeu passando a ser uma nova colônia de Roma.

Roma também tinha uma política de tolerância aos costumes e religiosidade das colônias, permitindo inclusive que houvesse governos locais, como o caso de Herodes, o Grande, que governou a palestina no período do nascimento de Jesus. As únicas coisas que Roma não permitia de forma alguma eram a agitação política ou rebelião aberta, desta feita, provavelmente esta postura foi determinante para que Herodes implantasse a política de recenseamento e mandasse matar as crianças da idade de Jesus, por saber que seu poder seria enfraquecido se permitisse que um novo Rei em Israel se erguesse.

Após a morte de Herodes (aproximadamente em 4 A.C.) seu reino foi dividido entre seus filhos: Arquelau (Judéia e Samaria), Herodes Antipas (Galiléia e Peréia) e Felipe (Ituréia e Traconites). Arquelar foi deposto pelo imperador Augusto e em seu lugar foram colocados procuradores romanos como governantes, o mais conhecido deles é Pôncio Pilatos.

Em 37 d.C. o Imperador Calígula empossou Herodes Agripa como rei sobre a maior parte do território palestino, passando a governar sobre toda a palestina a partir do ano 41. Este Agripa foi o mesmo que iniciou a perseguição a igreja cristã. Seu sucessor, também chamado Herodes Agripa foi tolerante com a igreja, inclusive escutando o discurso de Paulo em defesa própria em Cesaréia.

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